Metade dos clientes de seguros estão prontos para comprar apólices a insurtechs

  • ECO Seguros
  • 21 Setembro 2021

Seguradoras tradicionais devem procurar parcerias estratégicas para se manterem competitivas, uma vez que metade dos utilizadores de seguros está pronta a contratar com insurtechs.

No final de 2020, a capitalização bolsista do universo de insurtechs cotadas ultrapassou 22 mil milhões de dólares (cerca de 18,74 mil milhões de euros).

O World Insurtech Report 2021, recente relatório da coleção de estudos anuais Capgemini-Efma, revela que o acesso sem precedente a capital de investimento impulsionou o amadurecimento de empresas tecnológicas que inovam na oferta digital de produtos de seguros (setor insurtech), que cresce em adesão de consumidores. Pela primeira vez, 50% dos clientes de seguros já mostram disposição de adquirir uma cobertura digital de seguros junto de uma insurtech ou das designadas BigTechs, destaca o estudo.

Os números “sugerem claramente que o crescimento exponencial das insurtech veio para ficar,” e para o consumidor um nível de serviço superior “é essencial,” salienta John Berry, diretor geral da Efma (European Financial Management Association), associação profissional não lucrativa.

O relatório corrobora a ideia de que a pandemia de Covid-19 acelerou a procura de coberturas de seguros, mas também evidenciou uma rotura com o modelo tradicional de negócio, caracterizado como “monolítico.” Induzida pela crise sanitária, a perceção de qualidade de serviço (care) acompanhou subida de 7% na intenção de comprar seguros, quantifica o estudo.

A procura passou a gravitar em torno de soluções que asseguram melhor “proteção,” em que “conveniência, aconselhamento” são elementos centrais na conceção das propostas e na avaliação da experiência do cliente. Junto com estes atributos, a acessibilidade emerge como o elemento diferenciador no terreno de jogo.

Tirando partido dos recursos (investimento e tecnologia), o setor insurtech capitaliza vantagem competitiva ao nível de competências digitais (dados e análise) para oferecer acessibilidade, personalização e comodidade, salienta o relatório.

O estudo considera dois cenários, um em que o seguro evoluirá como valor acrescentado no ecossistema de terceiros (no ponto de venda ou na cadeia de valor, num modelo B2B2C) e outro em que os operadores tradicionais evoluem para modelos de proteção mais preditivos e capacitados por competências de data e analytics, que podem alcançar através de parcerias de confiança (com insurtechs ou bigtechs) ou associando-se a agentes não tradicionais.

Num ambiente “cada vez mais dinâmico”, o segredo do negócio deixou de ser “fazer de modo digital,” para uma realidade em que o objetivo é “ser digital.” A modularidade que caracteriza a oferta insurtech aumenta a pressão sobre as seguradoras tradicionais, sustenta o relatório que será apresentado e discutido online com intervenção de especialistas (da Generali e da Majesco), em webcast que terá emissão em direto a 30 de setembro.

As conclusões apresentadas no estudo baseiam-se em inquéritos, mesas redondas e entrevistas realizadas para diversas pesquisas e análises, entre outros o 2020 Global Insurance; Global Insurance Voice of the Customer Survey e o Capgemini InsurTech Landscape Study 2020–2021. Em resumo, o World Insurtech Report (Capgemini-Efma) abrange análise de mais de 900 insurtechs distribuídas pelos EUA e a Europa.

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