BRANDS' ECOSEGUROS Cleva Inetum: “O nosso maior desafio é a qualificação contínua da equipa”

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  • 7 Outubro 2021

Helena Leite, Chief Operations Officer da Cleva Inetum em Portugal, fala dos desafios e ambições da empresa após ter-se unido ao grupo tecnológico francês Inetum.

Foi em 2020 que a i2S combinou valências com a Cleva, integrando assim a divisão de software de “um dos maiores grupos tecnológicos à escola global” – o grupo Inetum. Os objetivos para Portugal são claros: “continuar a liderar a oferta de software no mercado segurador”. Mas não ficam por aqui. A Cleva Inetum tem ainda a ambição de ser uma “referência na atração e retenção de talento”, superando um dos principais desafios que tem pela frente: a qualificação contínua das suas equipas.

Nesta entrevista, Helena Leite, Chief Operations Officer (COO) da Cleva Inetum em Portugal, fala ainda de outros desafios transversais ao setor, como a flexibilidade e agilidade de adaptação das empresas de seguros e a necessidade de modernização tecnológica a um ritmo acelerado, de competitividade e de inovação, e do encontro anual de clientes da Cleva Inetum, que se realiza já este mês.

O setor segurador tem acompanhado a transição digital que está em marcha. Quais são os principais desafios?

Os desafios da transição digital são inúmeros e perpassam toda a organização e a cadeia de valor. As seguradoras lidam com uma base de clientes multifacetada e geracionalmente muito diversa, com diferentes estilos de vida e de consumo. Muitos outros setores têm percorrido um caminho de conhecimento cada vez maior dos seus clientes e de consequente personalização da oferta e, nos seguros, não é diferente. Dar resposta a este desafio exige recolher e tratar grandes volumes de dados, em tempo recorde, e ter a flexibilidade para adaptar o produto, as coberturas, o preço, o canal ao cliente que, sem uma resposta rápida, pode optar por uma oferta alternativa… a um click de distância.

Durante este último ano temos assistido a mudanças na forma como os clientes se relacionam com as companhias de seguros. Um dos desafios futuros será a adaptação a um novo modelo de distribuição híbrido. Neste ponto, é fundamental ter flexibilidade e agilidade para adaptar às exigências de curto prazo, mas também garantir a evolução tecnológica necessária às respostas a dar a médio e longo prazo.

“Pretendemos continuar a ser reconhecidos pelo nosso conhecimento e competência em seguros e continuar a modernizar a nossa oferta”, diz Helena Leite, COO da Cleva Inetum.

Os canais de comunicação e o contacto com o cliente continuam a diversificar-se, espera-se agilidade nos processos, automação e integração interna e com parceiros numa lógica de ecossistema que é cada vez mais comum.

Neste contexto, os departamentos de IT das seguradoras estão também sob uma grande pressão para a modernização tecnológica e o encurtamento dos ciclos de entrega de soluções. É um setor que vive uma dinâmica de acelerada transformação que estamos certos vai continuar, pois há ainda muito a fazer para se atingirem os desejados níveis de transformação que a crescente digitalização potencia.

Numa área em constante mudança como a da tecnologia e enquanto especialistas em software para seguros, como têm conseguido diferenciar-se?

A diferenciação da Cleva Inetum faz-se, desde a génese da empresa, pelo foco no setor segurador e pelo conhecimento especializado deste negócio. Traduzimos esse conhecimento para o software que desenvolvemos e as soluções que criamos para dar resposta ao desafio dos clientes. Posicionamo-nos com uma oferta global, desde a produção de software, à sua implementação, ao suporte aplicacional e à disponibilização da infraestrutura. Esta oferta abrangente e complementar permite ao cliente explorar sinergias e selecionar com flexibilidade os serviços adequados ao contexto do seu negócio.

A especialização no setor segurador coloca-nos desafios de constante renovação e transmissão do conhecimento nas nossas equipas, seja de desenvolvimento de produto bem como dos nossos serviços de implementação e de suporte aplicacional. Fazemo-lo com uma aposta na formação contínua dos colaboradores e com o contributo dos nossos clientes.

Queremos continuar a liderar a oferta de software para o mercado segurador.

Helena Leite

COO da Cleva Inetum

A Cleva Inetum atua no ramo Vida e Não Vida. Que tipo de produtos e serviços disponibilizam ao mercado segurador?

A Cleva Inetum é uma empresa de software com um produto próprio para a gestão do negócio de seguradoras Vida e Não Vida, software Core para a gestão do ciclo de vida da apólice complementado com uma solução de datawarehouse de Seguros e software para a implementação de soluções de Canais, com uma abordagem de integração através de webservices, entre outros módulos adicionais, e que são essenciais para as seguradoras construírem a sua resposta digital para o negócio e clientes.

Há mais de 30 anos, desenvolvemos e evoluímos estes produtos de software e, do ponto de vista dos serviços, asseguramos à seguradora a sua implementação e o suporte técnico especializado no dia-a-dia da utilização do software.

A oferta base é depois complementada com outras soluções do grupo, que são uma mais-valia para os nossos clientes: o BDoc – solução de comunicação com clientes, o RFlow – solução de gestão documental ou o MyMetriks – solução de reporting e exploração de dados.

De que modo a integração no grupo Inetum impactou o posicionamento da empresa no mercado nacional e internacional?

A Cleva Inetum – antes dessa integração diríamos “a i2S” – viu o seu posicionamento e estratégia confirmados e reforçados. Integramos a divisão de software de um dos maiores grupos tecnológicos à escala global, complementamos, com a nossa congénere Cleva Inetum em França, a oferta do grupo para o setor segurador e acedemos, naturalmente, a um outro conjunto de recursos para suportar o investimento contínuo no software que desenvolvemos, no crescimento da organização e do seu negócio, podendo estender a oferta de serviços locais a novas geografias.

Temos de ser capazes de identificar e captar talento, complementando posteriormente as suas qualificações de acordo com as necessidades da organização.

Helena Leite

COO da Cleva Inetum

Quais são os objetivos da Cleva Inetum para Portugal?

Queremos continuar a liderar a oferta de software para o mercado segurador, oferecendo soluções que permitem aos clientes inovar e responder aos desafios da transformação digital. Pretendemos continuar a ser reconhecidos pelo nosso conhecimento e competência em seguros e continuar a modernizar a nossa oferta.

Queremos, ainda, continuar a ser uma empresa de referência na atração e retenção de talento, oferecendo desafios tecnológicos e de negócio a todos quantos querem construir uma carreira no IT.

Que desafios têm pela frente para continuar a crescer num mercado cada vez mais competitivo?

O nosso maior desafio é o crescimento e qualificação contínua da equipa de profissionais da Cleva Inetum. É conhecida a generalizada escassez de recursos qualificados nas áreas das tecnologias de informação, matemáticas e ciências da computação, por exemplo. É um fator que limita seriamente a capacidade de crescimento de muitas empresas e a Cleva Inetum não é exceção.

Em resposta a este desafio temos de ser capazes de identificar e captar talento, complementando posteriormente as suas qualificações de acordo com as necessidades da organização.

É exemplo disto o investimento que estamos a fazer na criação de uma academia interna centrada no conhecimento de seguros – conteúdos, meios de formação, ferramentas – que, no nosso caso, é fundamental para complementar as skills de base dos profissionais.

É uma iniciativa com retorno a médio e longo prazo, mas essencial para estabelecer a base – as pessoas –, pois é a partir da sua capacidade e competência que continuará a desenvolver-se um produto líder de mercado e um serviço que responde aos clientes atuais e futuros.

A inovação no setor vem fundamentalmente das Insurtechs ou as empresas incumbentes também estão a conseguir fazê-lo?

Estão, seguramente! Insurtechs e incumbentes são fundamentais na promoção e concretização da inovação no setor. À partida, uma start-up tem um foco e posicionamento que lhe confere maior flexibilidade e agilidade para detetar oportunidades e testar soluções, criar propostas para nichos de mercado ou desenvolver abordagens criativas a um determinado problema; esta liberdade é essencial à experimentação. Nesta dinâmica vão-se testando e afinando inovações que podem depois ser aplicadas a uma maior escala, com outros recursos, como é próprio das empresas consolidadas no mercado.

Em Portugal, por exemplo, é das empresas incumbentes que tem surgido a inovação na oferta, nos canais de comercialização e nos processos. Uns e outros são essenciais à inovação no setor.

A Cleva Inetum terá em outubro o seu encontro anual de clientes. Pode adiantar mais detalhes sobre o evento?

Como é habitual, iremos partilhar com os nossos clientes uma atualização da estratégia e roadmap do software Cleva para os negócios de Vida e Não Vida, antecipando informação crucial para os clientes continuarem a projetar o futuro das suas soluções tecnológicas.

O evento vai realizar-se num formato híbrido (presencial com transmissão online), durante a manhã do dia 21 de outubro, no Auditório José Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

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