Ranking Corretoras de seguros: Top 20 cresce lucros 27% em ano Covid. MDS continua líder

  • ECO Seguros
  • 22 Novembro 2021

Com margem liquida de 26,1 milhões de euros, as corretoras passaram o primeiro ano de pandemia Covid-19 a aumentar receitas e lucros . Veja a lista das 20 maiores.

As 20 maiores corretoras em Portugal faturaram 165 milhões de euros em 2020 e obtiveram resultados líquidos de 26,1 milhões.

As 20 maiores corretoras em Portugal cresceram as suas receitas em 8% e os lucros em 27% durante o ano de 2020, de acordo com uma pesquisa realizada por ECOseguros por consulta aos relatórios e contas das empresas. No ano passado a MDS manteve a liderança entre as corretoras com receitas de 28,8 milhões de euros, mas a Sabseg, tradicional segunda maior do ranking, cresceu 25% para 26,3 milhões de euros e ficou mais perto de ser nº1.

Em ano de pandemia, as 67 corretoras autorizadas a operar pela ASF, entidade supervisora do setor segurador, realizaram 12,2 % das vendas de seguros em Portugal o que significa que receberam comissões sobre um valor superior a 1.200 milhões de euros de prémios, para além de outras receitas em prestação de serviços como aconselhamento e consultoria de risco. As 20 maiores atingiram uma faturação de 165 milhões de euros, valor superior em 8% ao realizado em 2019. No entanto, o conjunto dos resultados líquidos cresceu 27% para 26,1 milhões de euros, produzindo uma rentabilidade líquida de vendas de 15,8% superior aos 13,5% de um ano antes.

Os corretores de seguros são empresas independentes de qualquer companhia de seguros, nem podem ter qualquer relação com elas e essa é uma condição essencial. São obrigados a consultar várias seguradoras e baseiam a sua atividade numa análise imparcial de um número suficiente de contratos de seguro disponíveis no mercado que lhe permita aconselhar o cliente tendo em conta as suas necessidades específicas. Embora a sua mais valia se manifeste melhor em empresas na avaliação de riscos e otimização dos seus contratos de proteção com as seguradoras, também servem particulares. Com um capital mínimo de 50 mil euros, têm normalmente maior dimensão que os agentes e necessitam de dispor de recursos humanos com formação para exercerem funções chave na organização.

Podem ainda ser distinguidas, no top 20 nacional, as empresas que pertencem a grandes grupos de corretagem internacional como a AON, Marsh, Willis Towers Watson, Verlingue e Verspieren o que lhes permite usufruírem de negócio através de alinhamentos internacionais das casas -mãe, podem pertencer a grupos económicos como a Empremedia (grupo Navigator) ou serem totalmente independentes de capital como a Sabseg e Villas Boas ACP, e até familiares como a F. Rego, Costa Duarte ou João Mata.

Receitas líquidas alteram ranking de receitas brutas

Questão discutida entre os corretores é o facto de as próprias empresas controlarem empresas mediadoras satélites, com ligações ou não de capital. Tal implica que a corretora ceda parte da sua receita de comissões a outros, podendo significar uma grande diferença. Por exemplo a líder MDS cedeu, representando custo, perto de 9 milhões de euros de comissões a outros e a Sabseg 5,2 milhões. Se forem descontadas estas comissões e valorizadas apenas as receitas diretas das empresas a Sabseg seria líder este ano. Também Villas Boas ACP, F.Rego e Verlingue cedem elevado valor de comissões. Pelo contrário outras corretoras poucas comissões atribuem a fornecedores externos como a Willis, Costa Duarte ou Cegrel.

No entanto, dada a dificuldade de distinguir contabilisticamente receitas e conceitos de comissões e trabalhos especializados, ECOseguros segue um modelo internacionalmente normalizado de considerar no ranking o volume de negócios bruto de cada uma das sociedades corretoras autorizadas a operar.

Em relação ao ranking de 2019, o ano passado não trouxe mudanças significativas até ao 8º lugar embora com alguns comportamentos díspares. A MDS manteve a liderança crescendo 7%, menos que a Sabseg (+25%), AON (+13%), Marsh (+9%) e Verlingue, ex-Luso Atlantica (+8%).

A Costa Duarte cresceu 7% mas passou para o 9º lugar por troca com a Melior, ex-Atlas, que decresceu vendas em 2%. Para além desta, no top 20 houve mais cinco empresas a registarem quebra de faturação: Villas Boas ACP (-8%), a Verspieren (-14%), a Corbroker (-18%), a Empremedia (-2%) e a Cegrel (-1%).

Os lucros líquidos das corretoras registaram aumento significativo em 2020 e no conjunto do top 20 houve, por exemplo, aumentos de 2,5 vezes na Sabseg, para mais dobro na AON, 765% na Universalis e de 457% na Secose.

Veja a lista:

 

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