BRANDS' ECO O futuro das cidades inteligentes já começou

  • BRANDS' ECO
  • 29 Novembro 2021

Mais de 70 oradores debateram o caminho para a criação de cidades mais inteligentes e sustentáveis e as potencialidades do 5G no Portugal Smart Cities Summit, evento que contou com o apoio da NOS.

“O 5G será a tecnologia que vai materializar e concretizar muitas das ideias e expectativas que alimentamos há vários anos”. As palavras são de João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações, proferidas no Portugal Smart Cities Summit. Energia, ciência, saúde, mobilidade, recursos naturais e resíduos — algumas das principais componentes de uma cidade inteligente foram alvo de discussão por parte de especialistas das diferentes áreas. O contexto pós-COP 26 foi apontado como razão acrescida para a urgência de uma gestão bem-sucedida do crescimento urbano, num contexto em que se prevê que, até 2030, 50% da população humana viva em áreas urbanas e existam 43 megacidades com mais de 10 milhões de habitantes.

Ao longo de três dias, mais de 70 oradores levaram a debate os principais temas no âmbito da criação de cidades mais inteligentes e sustentáveis em mais uma edição do Portugal Smart Cities. A NOS, enquanto patrocinadora oficial do evento, teve oportunidade de participar em vários painéis e de dar a conhecer as potencialidades do 5G nas suas diferentes áreas de atuação, nomeadamente Ambiente, Energia, Resíduos, Mobilidade, Gestão Operacional, Turismo, Saúde e Segurança.

Do futuro ao presente

“As cidades inteligentes constroem-se com base na otimização de sistemas”, enfatizou Luís Neves, do GEsI na sessão de encerramento do Portugal Smart Cities. Foi precisamente como coadjuvante destes processos de otimização que foi apresentado, pela NOS, o papel da tecnologia 5G: “A mesma rede pode servir diferentes propósitos, podem ser configuradas diferentes aplicações”, explicou Manuel Ramalho Eanes na sessão ​​”A Era do 5G — É tempo de fazer”, defendendo que as características de “velocidade ultrarrápida, latência reduzida, segurança, fiabilidade e conectividade” lhe conferem a capacidade de “mudar vidas, sociedades e negócios”.

“Se soubermos a todo o momento que recursos estão a ser usados e pudermos atuar em tempo real, seguramente o desperdício é minimizado“, concretizou, exemplificando com drones que ajudam na movimentação de barcos dentro de portos com maior eficácia ou cirurgias remotas. Foram vários os exemplos concretos que o administrador da NOS deu durante a sessão, nomeadamente: a 1ª fábrica 5G, em Almeirim, com recurso a realidade aumentada e inteligência artificial para otimização da manutenção das máquinas; a 1ª praia 5G, na Costa da Caparica, onde é garantida maior segurança com menos recursos; a 1ª escola 5G, em Matosinhos, onde são possíveis visitas guiadas a monumentos em Lisboa em tempo real.

Manuel Eanes falou ainda da parceria com o CEiiA, incluindo a plataforma que está a ser desenvolvida que permite a possibilidade de saber, em tempo real, o estado do tráfego e de escolher o melhor meio de transporte “com máxima eficiência e poupança ambiental”. “Isto não é uma coisa que vai acontecer, é uma coisa que está a acontecer e que irá acontecer na medida que quisermos”, concluiu.

O caso da mobilidade

Nas sessões relativas à mobilidade, com o mote “Mais Acesso, Menos Carbono”, a mesa redonda “Mobility as a service” contou com a participação de João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações, Paulo Humanes, do CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, Faustino Gomes, da Transportes Metropolitanos de Lisboa, e Manuel Pina, da Uber. Ali falou-se da importância de ter nas cidades (e na ligação das cidades com as periferias) rotas otimizadas com a ajuda da tecnologia e um ecossistema de mobilidade bem integrado como as soluções para serviços mais sustentáveis.

Pilotos 5G
Rega, iluminação, gestão de resíduos e controlo de consumos são algumas das soluções já disponíveis.

“O 5G será a tecnologia que vai materializar e concretizar muitas das ideias e expectativas que alimentamos há vários anos”, referiu João Ricardo Moreira. Sobre o papel da NOS Comunicações no apoio aos serviços de mobilidade, o administrador referiu-se à “rede que não se vê”, mas que continua “a oferecer soluções de ponta para alcançar os objetivos da descarbonização”. Há, no entanto, o desafio dos dados e a informação que se extrai a partir deles, que será determinante para o futuro das cidades e um elemento diferenciador entre países, acrescentou.

“A transição progressiva” foi o tema de outro dos painéis em discussão, que contou com a moderação de Pedro Machado, da NOS, e a participação de Pedro Barradas, da ARMIS, Paulo Rodrigues, da MOB, e Paulo Humanes, do Ceiia. Foi referido que os perfis de mobilidade mudaram radicalmente com a pandemia. Por exemplo, houve quebras de até 70% da mobilidade entre Lisboa e Cascais durante o primeiro estado de emergência e, desde então, nunca subiram acima de 35%.

Outra tendência acelerada é a diversificação das formas como as pessoas se deslocam na cidade — carros, bicicletas, transportes públicos —, o que cria a necessidade de otimização do ecossistema para uma melhor integração entre diferentes meios de transporte. Também aqui foi reconhecido o papel do 5G, a nova tecnologia de comunicações móveis, como coadjuvante na gestão dos dados e infraestruturas — e enfatizada a necessidade de atuar em toda a cadeia de valor para que os benefícios prometidos ao nível da eficiência energética e sustentabilidade passem de potenciais a reais.

Um propósito comum

Na GeSI Pitch Area, destaque para o momento dedicado ao movimento “Digital with Purpose” e entrega de certificados digitais. Esta é uma iniciativa do Global Enabling Sustainability Initiative (GeSI), da qual a NOS faz parte desde o início, que junta parceiros públicos e privados de várias partes do mundo com a ambição de promover a sustentabilidade através da tecnologia e acelerar o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas até 2030.

Manuel Ramalho Eanes, administrador executivo da NOS, participou ainda no painel “Talks with Purpose”, juntamente com André de Aragão Azevedo, Secretário de Estado para a Transição Digital Fernando Reino da Costa, CEO da Unipartner e João Nascimento, Diretor Global de Digital/IT EDP. E também na sessão “Portugal with Purpose”, em conjunto com outos parceiros, como CMAS.Systems, Unipartner, DNS.PT e Huawei.

Da teoria à prática

Bem ao lado do Auditório NOS, onde decorreram as conferências, foi possível visitar a Sala de Comando e Controlo real e perceber, na prática, como funciona a inteligência que dá nome às smart cities. Aparentemente, nada mais do que um conjunto de ecrãs planos, apresentando um conjunto de gráficos com diferentes funcionalidades; na realidade, plataformas que permitem agregar e fazer a gestão de toda a informação gerada numa cidade inteligente.

Nesta Sala de Comando e Controlo, deu-se a conhecer aos visitantes as principais soluções 5G que a operadora já dispõe em cinco áreas: no Ambiente, com soluções de Rega Inteligente, Gestão Resíduos e Contadores Inteligentes; na Mobilidade, com Passadeiras Inteligentes, Estacionamento Inteligente, Monitorização de Mobilidade, Bike Sharing e soluções de Analytics; na Energia, com soluções de Eficiência Energética em Edifícios e Iluminação Inteligente; na Cidadania e Segurança, com Video Analytics, Suporte Remoto, Gestão de Ocorrências, Gestão Urbanística e de Deteção de Incêndios; e na Saúde e Educação, com a Monitorização de Segurança nos Domicílios e Monitorização de Segurança e Saúde de Idosos.

Albufeira, Seixal, Lagoa ou Vila Nova de Famalicão são municípios que adotaram soluções globais e integradas, desenvolvidas em parceria com a NOS, com especial enfoque na gestão urbana eficiente: Lagoa, Famalicão, Seixal e Albufeira têm em funcionamento salas de planeamento e controlo e plataformas integradoras; Águeda implementou soluções de rega inteligente; e Seixal dispõe de uma solução de gestão de resíduos inteligente. Soluções que a NOS desenvolve com parceiros como a EDP, Bright City ou CEiiA, a maioria das quais já disponíveis em pilotos 5G.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

O futuro das cidades inteligentes já começou

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião