DGS só vai divulgar nota técnica que resume parecer sobre vacinação de crianças contra a Covid-19

Graça Freitas aponta que o parecer técnico sobre a vacinação de crianças, elaborado por um órgão consultivo, não vai ser divulgado, mas será vertido no comunicado de imprensa e nota técnica.

No seguimento da recomendação da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos contra a Covid-19, partidos começaram a exigir a divulgação dos pareceres técnicos que fundamentaram a decisão. Graça Freitas diz que o parecer não será divulgado, mas sim uma nota técnica que o resume.

“Não creio que não haja transparência”, defende a diretora-geral de saúde, quando questionada sobre as declarações de partidos como a Iniciativa Liberal e PSD, em declarações transmitidas pela RTP3. Os pareceres em causa “depois são vertidos em comunicados que fazemos que resumem o parecer, e depois são vertidos para normas, que remetem para pareceres e estudos que foram consultados”, explica.

Graça Freitas salienta assim que quando acabar o processo, já que ainda está a ser definido o intervalo entre as doses, a DGS vai receber o parecer e comunicar à tutela, e depois numa segunda fase “publicar uma nota técnica a explicar todos os procedimentos que estiveram na base da decisão”. A nota “resume o parecer da comissão técnica de vacinação”, que é um “órgão consultivo”, destaca.

Em relação ao universo de crianças vacinadas, a diretora-geral da Saúde aponta que existem 640 mil crianças no intervalo em causa, mas Portugal vai apenas receber 300 mil doses em dezembro. Assim, “vamos fazer uma vacinação planeada e faseada” deste grupo, sendo de destacar também que algumas crianças já terão tido Covid-19 e, por isso, vão ter de esperar os meses de intervalo para serem vacinadas.

Quanto à nova variante, Ómicron, Graça Freitas sublinha que “pelo menos até à data não demonstrou potencial de ser mais grave que as outras e os casos não têm estado associados a maior gravidade”. Ainda assim, é uma “variante de preocupação que é mais agressiva e virulenta que variantes que já conhecemos”.

É então necessário “esperar pela ciência” para conhecer mais dados, nomeadamente os períodos que a nova variante tem de incubação e infecciosidade. Aquilo que foi já decidido foi, quando há suspeita de um caso ou surto estar ligado à Ómicron, alargar o rastreamento de contactos e aumentar o isolamento para 14 dias. De resto, “não podemos tomar decisões antecipadas”, reitera Graça Freitas, pelo que será preciso saber todos os fatores.

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