“O Porto nunca será um segundo hub” da TAP, diz CEO

  • ECO
  • 24 Dezembro 2021

CEO da TAP sinaliza que a empresa está condicionada no crescimento "devido ao plano de reestruturação”. A companhia quer fechar empréstimo privado com garantia do Estado no início do próximo ano.

A presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, defende que o “Porto nunca será um segundo hub” da companhia aérea, nomeadamente numa altura em que a empresa está restringida “no crescimento devido ao plano de reestruturação”, disse em entrevista ao Público (acesso condicionado). Além disso, sinaliza que o empréstimo a obter junto dos privados é para “agora, agora”.

Quanto ao Porto, a responsável sinaliza que é necessário “ter cuidado para não diluir ou correr riscos naquele que é o nosso principal ativo [aeroporto de Lisboa] e estratégia central da empresa para aumentar a operação numa outra localização”. Ainda assim, reitera que a empresa vai sempre estudar as oportunidades de voar a partir da cidade, “seja algumas rotas de longo curso, seja rotas de médio curso que façam sentido, isto é, que sejam sustentáveis”.

Já sobre a captação de um empréstimo privado no início do próximo ano, no valor de cerca de 360 milhões de euros, Christine Ourmières-Widener diz que a empresa já está a trabalhar no processo. Esta sexta-feira, o Jornal Económico avançou também que o objetivo será fechar o empréstimo já no início de 2022.

Para conseguir este montante, o Ministério das Finanças está a consultar organizações nacionais e estrangeiras, de acordo com o jornal. Os contactos estarão, assim, a decorrer com três ou quatro entidades bancárias — duas não portuguesas, uma europeia e uma norte-americana.

Ao Observador (acesso condicionado), o secretário de Estado do Tesouro adianta também que “a operação está praticamente concluída“. “O problema é que o plano foi aprovado a 21 de dezembro, para fechar tudo até ao final do ano [era difícil], mas vamos fazê-lo no início do ano”, assegura. Miguel Cruz salienta ainda que “estão vários investidores envolvidos”.

Nesta operação, é “concedido um empréstimo com uma garantia do Estado (não para a totalidade) e esse empréstimo terá uma maturidade relativamente reduzida, em princípio será de um ano”, explica. “E, na maturidade, o empréstimo é pago por uma entrada de capital. O Estado entra com capital e a TAP paga o empréstimo e devolve a garantia do Estado. O que está em causa é uma garantia que está a servir de colateral ao empréstimo. A garantia conta como auxílio do Estado, mas depois é substituída por uma entrada de capital”, acrescenta.

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