Sem maioria absoluta, “todos devem estar disponíveis para negociar”, diz Rio

O líder do PSD exclui uma coligação pós-eleitoral com o Chega e pede a todos os partidos disponibilidade para negociar caso não haja nenhuma maioria absoluta.

Rui Rio continua a recusar a ideia de um bloco central e a excluir o Chega de uma coligação pós-eleitoral, mas deixa um apelo a todos os partidos para que tenham disponibilidade para negociar após as eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro. Em entrevista à CNN esta terça-feira, o líder social-democrata diz que o objetivo não é conquistar o eleitorado do partido de André Ventura, mas manter o seu eleitorado para que este não fuja para a extrema-direita.

“Ninguém está a dizer que [a negociação] é com o Partido Socialista. O que tenho dito é que, não havendo uma maioria absoluta, todos devem estar disponíveis para negociar“, afirma Rui Rio, garantindo que “bloco central ninguém vai fazer”. A entrevista ao social-democrata foi realizada antes de António Costa ter afirmado que negociar com Rio é um “cenário que nunca se colocará”. Para uma eventual negociação, Rio adianta que se focará em “três ou quatro pontos que são estruturais”. “Depois há mais 10 ou 20 que a gente pode negociar”, acrescenta.

Relativamente à extrema-direita, Rio diz não ter nenhuma simpatia por personalidades como Donald Trump ou André Ventura e deixa garantias aos eleitores: “Ninguém pode ter medo de eu aceitar o que quer que seja, de qualquer partido, de qualquer interesse, do que quer que seja, contra aquilo que são os princípios fundamentais da liberdade, do Estado de Direito, da solidariedade, do respeito pelas minorias“, diz, recordando que começou na política “ainda antes do 25 de abril, contra o Estado Novo”.

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