Fim da parceria com Bankia vale 571 milhões, Mapfre exige mais dinheiro

  • ECO Seguros
  • 3 Janeiro 2022

A transação, pelos 51% no negócio Vida e pelo acordo de distribuição não Vida, cifra-se em 571 milhões de euros. A Mapfre quer arbitragem para obter um acréscimo a rondar 52 milhões.

A Mapfre exerceu a opção de venda prevista no acordo de bancassurance que, durante mais de 20 anos, mantinha com o Bankia, entretanto comprado e absorvido pelo CaixaBank. Mas, discordando dos montantes que considera subvalorizados, o grupo segurador vai bater-se por mais.

Para concretizar o fim dos acordos que ligavam Mapfre e Bankia, o grupo segurador vai receber 571 milhões de euros do CaixaBank pelos 51% da empresa conjunta Bankia Vida (BV) e pela resolução do contrato de agência para distribuição de seguros não-Vida nos balcões do Bankia.

Segundo detalha a Mapfre, num comunicado distribuído através do regulador espanhol do mercado de capitais (CNMV), do montante total percebido, 294 milhões de euros representam 100% do valor de mercado (determinado por perito independente) atribuído aos 51% de participação na BV e 225 milhões de euros pelo negócio de não Vida, ao que acresce 10% (+/-52 milhões) que são devidos à Mapfre pelo fim da aliança de bancassurance por força da fusão Bankia-CaixaBank.

Com base na valorização do negócio que desenvolvia com o Bankia, a Mapfre afirma que manifestou à contraparte a sua discordância sobre o valor de mercado atribuído ao negócio Vida (BV). Neste sentido, a Mapfre avisa que vai submeter a transação a uma arbitragem para que, em vez de um prémio de 10%, lhe sejam pagos 20% conforme, afirma, decorre dos contratos resolvidos por via da terminação dos negócios Vida e não Vida. Ou seja, ao invés de 110%, que supostamente inclui valorização e ganhos cessantes com apólices ainda em vigor, a Mapfre pretende ser compensada em 120% pelos negócios de que se desvinculou e espera elevar a receita até aos 623 milhões de euros.

A querela sobre o prémio da transação prossegue defesa da posição assumida pelo grupo segurador já no final de março, quando se concluía a fusão CaixaBank-Bankia.

No mesmo comunicado, a seguradora indica que a operação supõe a contabilização de um ganho líquido de 171 milhões de euros, que poderão ser acrescidos de mais 52 milhões de euros brutos, em 2022, em função do resultado do procedimento arbitral.

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