UGT vai enviar caderno reivindicativo aos partidos candidatos às eleições

  • Lusa
  • 21 Janeiro 2022

O aumento dos salários e das pensões e os 1.000 euros do salário mínimo em 2028, são exigências que a UGT apresentará aos partidos.

A UGT ratificou esta sexta-feira a sua política reivindicativa para 2022, que vai enviar aos partidos que concorrem às eleições legislativas, na esperança de que o próximo Governo integre algumas das medidas no seu programa.

A central sindical reafirmou as suas propostas numa resolução aprovada por unanimidade em reunião do Secretariado Nacional, que remete para o caderno reivindicativo aprovado e divulgado em setembro.

O que mudou verdadeiramente desde setembro de 2021 foi apenas e só o contexto político, com um novo clima de instabilidade – político mas, consequentemente, com impactos económicos e sociais – gerado pelo chumbo do Orçamento do Estado para 2022, que a UGT reputou de indesejável e mesmo irresponsável”, justificou a UGT na resolução.

No documento, a central assegurou que “qualquer que seja a vontade dos portugueses, qualquer que seja o resultado das eleições de 30 de janeiro, qualquer que seja o Governo, as reivindicações da UGT, incluindo as da Política Reivindicativa 2021-2022, estarão sempre em cima da mesa”.

O aumento dos salários e das pensões e os 1.000 euros do salário mínimo em 2028, são exigências que a UGT apresentará desde já aos partidos políticos e que farão parte dos documentos estruturais do XIV Congresso [da UGT]”, afirmou na mesma resolução.

A proposta reivindicativa aprovada em setembro pela UGT propõe um aumento dos salários, para os setores privado e público, entre os 2% e os 4%, com um aumento não inferior a 50 euros para todos os trabalhadores em 2022.

A UGT reivindicava também a atualização do salário mínimo para os 715 euros a 1 de janeiro de 2022, mas o Governo fixou esta remuneração nos 705 euros.

O aumento extraordinário das pensões, o desagravamento do IRS, o aumento do IAS e das prestações sociais são outras das medidas que a UGT considera necessárias e imediatas.

“Mas também a luta contra os problemas estruturais do país – os baixos salários, a precariedade excessiva e abusiva, os bloqueios à negociação coletiva, as baixas qualificações – não pode cair”, disse a central na resolução, acrescentando que pretende discutir as suas propostas “com as forças políticas e com o próximo Governo”.

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