Ucrânia: Não está “esgotada a via política e diplomática”, diz Santos Silva

O ministro dos Negócios Estrangeiros alerta que "qualquer agressão contra a Ucrânia, qualquer violação por parte da Rússia da soberania e integridade territorial da Ucrânia, terá consequência pesada".

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal assegura que se está “longe de considerar que esteja esgotada a via política e diplomática” para resolver as tensões entre a Ucrânia e a Rússia, salientando que o objetivo é “evitar um conflito armado na fronteira” entre os dois países.

A via política e diplomática está assim “em curso e deve ser prosseguida”, defende Augusto Santos Silva, em conferência de imprensa transmitida pela RTP3. Para o responsável, o trabalho “deve prosseguir e devemos todos comprometer-nos para evitar escalada” de tensão.

Ainda assim, Santos Silva alerta que “qualquer agressão contra a Ucrânia, qualquer violação por parte da Rússia da soberania e integridade territorial da Ucrânia, terá consequência pesada porque motivará uma resposta da UE muito pesada em termos políticos e económicos“, assegurando também que “estamos preparados para resposta se for necessária”.

Nesta situação, o ministro defende também como pontos importantes para Portugal nesta situação que é “absolutamente essencial diminuir a dependência energética da UE face à Rússia, designadamente no fornecimento de gás”. Para tal, aponta a necessidade de “desenvolvimento das interligações de gás entre a Península Ibérica e Europa Central e de Leste”.

Portugal não vai retirar pessoal diplomático de Kiev

O ministro dos Negócios Estrangeiros adianta também que Portugal não vai retirar o pessoal diplomático de Kiev, numa altura em que o Reino Unido e os Estados Unidos já começaram a retirar diplomatas da embaixada na capital da Ucrânia.

“Temos uma embaixada de pequena dimensão, trabalham sobretudo funcionários locais de nacionalidade ucraniana“, explica Augusto Santos Silva. Quanto aos portugueses no país, o ministro adianta que “temos neste momento cerca de um pouco mais de duas centenas de cidadãos portugueses na Ucrânia, a vasta maioria dos quais são de dupla nacionalidade”.

O responsável adianta que a embaixada está em contacto com eles, e só um número “muito residual vive no leste da Ucrânia”, existindo esta ligação para “averiguar condições de segurança”.

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