Juros da dívida a dez anos em máximos de dezembro de 2018

  • ECO e Lusa
  • 21 Abril 2022

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro têm subido nas últimas semanas à medida que a taxa de inflação tem acelerado mais do que o esperado.

Os juros da dívida portuguesa estavam esta quinta-feira a subir a dois, cinco e dez anos para máximos desde maio de 2017, outubro de 2017 e dezembro de 2018, alinhados com os Espanha, Grécia, Irlanda e Itália. É a segunda vez este mês que os juros da dívida a dez anos tocam máximos de dezembro de 2018.

Às 8h20 em Lisboa, os juros a dez anos avançavam para 1,884%, um máximo desde dezembro de 2018, contra 1,838% na quarta-feira. Neste prazo, os juros terminaram em terreno negativo nas sessões de 8, 11 e 15 de janeiro de 2020 e atingiram o atual mínimo de sempre, de -0,059%, em 15 de dezembro de 2020.

A yield associada às obrigações a dez anos de Portugal subiu para 1,671%, a 11 de abril, ou seja em máximos desde janeiro de 2019, tendo avançado mais de 100 pontos base desde o início do ano.

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro têm subido nas últimas semanas à medida que a taxa de inflação tem acelerado mais do que o esperado, primeiro por causa da reabertura da economia e depois por causa do impacto da invasão russa na Ucrânia. Os investidores estão a incorporar cada vez mais a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) irá subir os juros em breve, após ter arrancado a normalização da política monetária com a redução da compra de ativos. Quando exatamente é a dúvida que persiste.

Este agravamento dos juros surge um dia depois Portugal ter ido aos mercados, numa dupla emissão de curto prazo. A primeira desde que o Governo apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022). O IGCP emitiu 1.251 milhões de euros de dívida a três e 11 meses, um milhão de euros acima do teto máximo indicado. O duplo leilão manteve os juros negativos, mas verificou-se uma subida na taxa do prazo mais longo.

Os juros a cinco anos também subiam, para 1,189%, um máximo desde outubro de 2017, contra 1,129% na quarta-feira, um máximo desde outubro de 2017, depois de terem recuado para o atual mínimo de sempre, de -0,506%, em 15 de dezembro de 2020.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 0,353%, um máximo desde maio de 2017, contra 0,320% na quarta-feira e o mínimo de sempre, de -0,814%, em 29 de novembro de 2021.

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