Ageas NV desce lucro 29% para 210 milhões no 1ºT

  • ECO Seguros
  • 16 Maio 2022

Grupo belga assinala bom desempenho em Portugal, tanto em seguros de Vida como de não-Vida. No conjunto da Europa, o negócio cresceu 5% no 1ºT.

O grupo Ageas NV, companhia belga sediada em Bruxelas e com atividade em Portugal, encerrou primeiro trimestre de 2022 (1ºT) com lucro líquido de 210,3 milhões de euros, inferior em 29% face ao reportado em igual período do ano passado, refletindo sobretudo declínio dos resultados gerados na Ásia e em Resseguro. O resultado exclui efeito contabilístico do RPN (Relative Performance Note), um instrumento financeiro negociado em 2012 sobre uma emissão do antigo banco Fortis.

Decompondo o resultado por negócios, os seguros de Vida geraram 145 milhões de euros (-36% face ao 1ºT de 2021) e não Vida cresceu 3% em variação homóloga para 93,8 milhões. Incluindo as de entidades não consolidadas, o grupo contabilizou receita bruta 4,9 mil milhões de euros, em crescimento de 5%, repartindo o total por cerca de 3,54 mil milhões de euros no negócio de Vida e os restantes 1,43 mil milhões por não Vida, ambos a progredir 5%.

A impulsionar o negócio Vida, apesar de decréscimo no volume de entradas, o grupo destaca o seu mercado doméstico (Bélgica) e, na divisão europeia, o mercado português, onde os produtos Unit-Linked (soluções ligadas a fundos de investimento) continuam a mostrar bom desempenho.

Embora mantendo-se elevada, a margem operacional no segmento de produtos Vida (de Benefício Garantido) encolheu no trimestre em que um “grande contrato” em Portugal não foi renovado, detalha o relatório. Ainda no mercado português, a companhia destaca “crescimento sólido” nos ramos Acidente e Saúde além de outras linhas de produto.

Comentando os resultados do trimestre, o CEO da Ageas NV expressou satisfação com “início de ano comercialmente forte, tanto em Vida como em Não-Vida” e em todas as regiões. Referindo “ambiente económico difícil, incluindo o impacto contínuo da Covid na China e, claro, o conflito nas fronteiras da Europa (…)” Hans De Cuyper afirmou que: “mesmo num contexto de mercados financeiros voláteis, inflação e tempestades, o negócio está no bom caminho e dá-nos confiança para o ano que temos pela frente”.

No comunicado de resultados, o grupo recorda desenvolvimentos estratégicos, nomeadamente a venda (em março) do negócio de linhas comerciais, por parte da subsidiária britânica (Ageas UK) à filial local do grupo AXA.

Quanto a posição de capital, a companhia belga indica rácio Solvência II calculado em 203% (197% no final de 2021) para o conjunto do grupo e 171% na unidade Europa, contra 166% a 31 de dezembro de 2021.

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