Metros de Lisboa e do Porto precisam de 46 comboios para expansão da rede

Encomendas dependem de autorização do Ministério do Ambiente e Ação Climática, que tem a tutela sobre as duas empresas de metropolitano das áreas metropolitanas.

O crescimento das redes do Metro de Lisboa e do Metro do Porto vai obrigar à compra de mais comboios nos próximos anos. As duas empresas vão precisar de um total de 46 novos veículos, anunciaram os líderes das respetivas transportadoras nesta segunda-feira, no congresso da ferrovia, a decorrer em Leixões.

No Metro de Lisboa, serão necessárias 24 novas unidades triplas (com três carruagens cada) para a expansão da linha Vermelha, entre São Sebastião e Alcântara, que deverá funcionar até 2026. O presidente do Metro de Lisboa, Vítor Domingues dos Santos, admite que possam ser necessários ainda mais 12 veículos adicionais. O concurso técnico para a aquisição está a ser preparado e depende da tutela, o ministério do Ambiente e Ação Climática.

O número de novos comboios para o Metro de Lisboa supera a anterior estimativa da empresa, de 17 unidades triplas, adiantada pelo presidente da empresa em dezembro de 2021, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo. (acesso livre)

Antes disso, entre 2023 e 2024, o metropolitano da capital vai receber 14 novas unidades triplas, da Stadler, para o projeto da linha circular, entre Campo Grande e Cais do Sodré, com a construção de novas estações na Estrela e em Santos.

Mais 22 veículos para o Porto

No Metro do Porto, serão necessários 22 novos veículos ligeiros, mais quatro do que inicialmente previsto pelo presidente da empresa, Tiago Braga. Há ainda opção de comprar 10 veículos adicionais.

As novas composições deverão chegar até ao final de 2025 vão servir para o projeto de expansão da rede, que prevê cinco novas linhas e o prolongamento da futura linha circular (construção do troço Casa da Música-Asprela). O concurso público para esta aquisição deverá iniciar-se no último trimestre deste ano.

Também nos últimos três meses deste ano deverá chegar o primeiro dos 18 novos veículos que a transportadora comprou aos chineses da CRRC.

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