Lucros da REN crescem 32,6% até março. Seca reduz produção renovável

Empresa energética melhorou resultados apesar do aumento da contribuição extraordinária. Produção por energias renováveis ficou abaixo dos 50% por causa da seca severa.

Os lucros da REN melhoraram 32,6% até março. A empresa liderada por Rodrigo Costa obteve resultados positivos de seis milhões de euros no primeiro trimestre, segundo informação divulgada nesta sexta-feira junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Os primeiros três meses do ano ficaram marcados pelo aumento do consumo de energia e a diminuição da produção por fontes renováveis.

No primeiro trimestre de 2022 a empresa não gerou eletricidade com base em carvão. Contudo, a “severa seca sentida no país” fez com que a produção de energia por fontes renováveis tenha sido de 48,8%, o que compara com os 78,7% em igual período de 2021. O consumo de energia subiu 1,3%, para 13,2 TWh, face aos 13,1 TWh.

A nível financeiro, os lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) subiu 3,5%, para 118,4 milhões de euros. Os custos com investimento baixaram 14,1% para 27,3 milhões de euros. A dívida líquida da REN baixou 17,6%, para 2,098 mil milhões de euros.

A REN refere ainda que pagou mais 1,8 milhões em impostos no primeiro trimestre, para um total de 40,9 milhões de euros. O aumento de 4,7% face a igual período de 2021 deveu-se aos 28 milhões de euros relativos à contribuição extraordinária sobre o setor energético – mais 900 mil euros do que entre janeiro e março de 2021.

Na apresentação de resultados, a empresa recordou que apresentou uma proposta relativa à produção de hidrogénio verde para a última fase do Plano de Recuperação e Resiliência. A resposta sobre este projeto deverá ser conhecida no segundo trimestre. A iniciativa envolve parceiros como Dianagás, Bosch, Hylab, INL e IST.

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