Nas notícias lá fora: impostos, inflação e gás

  • ECO
  • 23 Junho 2022

Volkswagen vai reduzir em 24% o horário de trabalho e cortar em 12% salários dos funcionários da sua maior fábrica no Brasil. Alemanha prepara-se para ativar a fase 2 do seu plano de gás de emergência

O Presidente dos EUA, Joe Biden, propôs que o Congresso federal suspenda os impostos sobre gasolina e gasóleo durante três meses. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, defendeu que a política monetária “prudente” que o país adotou vai prevenir uma situação de inflação elevada, como a registada nos Estados Unidos ou nos países europeus. Um reflexo é a subida dos preços das matérias-primas necessárias para a produção de veículos elétricos que duplicaram em dois anos.

The Washington Post

Biden quer Congresso e Estados a aliviar preços de gasolina e gasóleo

O Presidente dos EUA, Joe Biden, propôs que o Congresso federal suspenda os impostos sobre gasolina e gasóleo durante três meses, o que já motivou reações de dúvida da parte de congressistas. O Presidente democrata também apelou aos Estados para que suspendessem os seus próprios impostos ou providenciassem medidas de alívio similares. Biden fez ainda um ataque à indústria petrolífera, por dar prioridade aos lucros em vez da produção. A concretização da sua proposta para aliviar o fardo fiscal dos consumidores depende das ações dos congressistas federais em Washington e das várias câmaras estaduais.

Leia a notícia completa no The Washington Post (acesso livre, conteúdo em inglês)

South China Morning Post

Política monetária prudente evita inflação elevada na China

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, defendeu que a política monetária “prudente” que o país adotou vai prevenir uma situação de inflação elevada, como a registada nos Estados Unidos ou nos países europeus. Li justificou assim a recusa de Pequim em adotar políticas de flexibilização monetária em larga escala, apesar de a economia nacional, que já estava em desaceleração, ter sofrido impacto adicional, devido às restritivas medidas de prevenção epidémica, no âmbito da política de ‘zero casos’ de Covid-19. “Implementamos uma política monetária prudente e não imprimimos quantias excessivas de dinheiro nos últimos anos. Um dos motivos mais importantes foi evitar a inflação e deixar espaço para enfrentar desafios futuros”, disse. O índice de preços ao consumidor (IPC) da China registou uma subida homóloga de 1,5%, entre janeiro e maio, abaixo do limite oficial do Governo para este ano, de “cerca de 3%”.

Leia a notícia completa no South China Morning Post (acesso livre, conteúdo em inglês)

Reuters

Alemanha prestes a entrar na segunda fase do plano de gás de emergência

Face ao possível corte de fornecimento de gás russo, a Alemanha prepara-se para ativar esta quinta-feira a fase 2 do seu plano de gás de emergência. Porém, ainda não será acionada uma cláusula que permite que os serviços públicos transmitam aos clientes os custos de energia em ascensão, segundo fontes familiarizadas com o assunto. Desde o final de março, a maior economia europeia encontra-se na fase 1 do seu plano de emergência, que inclui uma monitorização mais rigorosa dos fluxos diários de gás.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso pago, conteúdo em inglês)

Folha de S. Paulo

Volkswagen reduz salários e horário de trabalho na principal fábrica no Brasil

A Volkswagen vai reduzir em 24% o horário de trabalho e cortar em 12% os salários dos funcionários da principal fábrica da construtora automóvel alemã no Brasil a partir de julho. A medida foi acertada entre a Volkswagen e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, devido à falta de peças para a produção de automóveis, causada pela crise mundial no abastecimento de semicondutores. A principal fábrica da Volkswagen no Brasil está localizada no município de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, onde, segundo o sindicato, trabalham cerca de 8.200 pessoas, das quais 4.500 na área de produção, que vai ser diretamente afetada. Inicialmente, a empresa pretendia suspender um dos turnos de produção, mas, devido ao impacto, acabou por negociar a redução da jornada de trabalho.

Leia a notícia completa na Folha de S. Paulo (acesso livre)

CNBC

Custo das matérias-primas para veículos elétricos mais do que duplicou em dois anos

Os preços das matérias-primas necessárias para a produção de veículos elétricos subiram mais do dobro em dois anos, segundo um estudo da empresa norte-americana AlixPartners. Materiais como cobalto, níquel e lítio, necessários para produzir baterias elétricas, aumentaram 144% desde março de 2020. Na base do aumento, o preço médio das matérias-primas de um veículo elétrico está agora em 8.255 dólares, quando em março de 2021 era de 3.381. Só os custos de materiais específicos passaram de dois mil dólares por veículo elétrico para 4.500. O aumento dos preços destes materiais está a alargar a distância entre os custos dos veículos elétricos e os de combustão, que também estão a sofrer aumentos dos preços das matérias-primas.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês)

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