CEO da TAP diz que situação nos aeroportos “não deverá melhorar nas próximas semanas”

Presidente executiva da TAP afirma que o transporte aéreo, bem como a respetiva estrutura e serviços complementares, enfrenta uma séria limitação de recursos a nível global.

As dificuldades das companhias aéreas e do handling nos aeroportos que tem provocado atrasos e mesmo o cancelamento de voos vão persistir nas próximas semanas, alerta a CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, numa carta aos clientes publicada no site da companhia.

“Neste momento, reconhecemos que não estamos a oferecer o serviço de excelência que planeámos e que queremos que experiencie connosco, face à crise que o transporte aéreo atravessa e que, de acordo com as previsões mais recentes, não deverá melhorar nas próximas semanas, fruto do aumento regular das viagens de lazer e de negócios. Por tudo isto, apresentamos-lhe as nossas mais sinceras desculpas”, escreve a CEO na mensagem.

“Ainda que as restrições à mobilidade de passageiros tenham sido levantadas na sua maioria, o transporte aéreo, bem como a respetiva estrutura e serviços complementares, enfrenta uma séria limitação de recursos a nível global, num momento em que as operações de voo passaram praticamente do zero para cerca de 90% dos níveis pré-pandemia”, justifica a responsável.

O fim de semana foi marcado por vários cancelamentos, inclusive de voos da TAP. Os problemas foram agudizados na sexta-feira pelo rebentamento de um pneu de uma aeronave no Aeroporto Humberto Delgado, que obrigou a encerrar a pista durante algumas horas. A falta de pessoal no handling em vários aeroportos e algumas greves também têm contribuído para os constrangimentos. No caso da companhia aérea portuguesa, a operação também tem sido penalizada pelo absentismo entre os tripulantes, que ronda os 20%, segundo apurou o ECO.

Os problemas foram reconhecidos pela presidente-executiva da TAP ainda no domingo, no Brasil. “Devido a constrangimentos em vários aeroportos em que a TAP opera, incluindo o incidente com um jato privado na sexta-feira no aeroporto de Lisboa, muitos voos da companhia foram afetados e, consequentemente, toda a nossa operação”.

Este fim de semana não foi fácil para a TAP devido a constrangimentos vários. Só com o empenho e esforço das equipas, tanto de terra como do ar, foi possível prestar o melhor serviço possível aos nossos passageiros, levá-los ao destino e normalizar a operação. O nosso muito obrigado a todos”, refere também a CEO na carta divulgada hoje.

“Garantimos que a TAP e todas as nossas equipas estão empenhadas, neste momento, em minimizar ao máximo todo e qualquer inconveniente que possa surgir durante a sua jornada connosco, esperando contar com um transporte aéreo mais robusto, funcional e articulado no verão de 2023″, diz Christine Ourmières-Widener.

Esta manhã, a ANA – Aeroportos de Portugal estimava à Agência Lusa que durante o dia de hoje fossem cancelados 29 voos de e para o aeroporto de Lisboa, entre 15 partidas e 14 chegadas.

(notícia atualizada às 15h41)

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