Hungria multa Ryanair em 764 mil euros por “enganar consumidores”

  • Lusa
  • 8 Agosto 2022

A empresa vai recorrer desta decisão. O CEO da Ryanair, Michael O'Leary, tinha classificado de "assalto" e "idiota" os novos impostos aprovados pelo governo de Budapeste.

O gabinete húngaro de Defesa do Consumidor multou a companhia aérea Ryanair em 764 mil euros por “enganar os consumidores”, entendendo que a transportadora aumentou os preços devido a um imposto extraordinário sobre as grandes empresas lançado pelo Governo.

O Gabinete de Defesa do Consumidor concluiu esta segunda que a Ryanair praticou práticas comerciais desleais ao enganar os consumidores“, disse no Facebook a ministra da Justiça húngara, Judit Varga. A governante explicou que a tutela está a investigar a Ryanair desde 10 de junho, depois de a companhia aérea ter anunciado que iria aumentar os preços em resposta ao novo imposto.

A empresa, por sua vez, anunciou que vai recorrer desta decisão e que está disposta a levar o caso à justiça comunitária, segundo o portal económico Portfolio.hu. “A Ryanair vai recorrer desta coima injustificada levantada pelo Gabinete de Defesa do Consumidor”, disse a empresa, que referiu que ainda não recebeu a notificação oficial sobre este processo.

Em maio, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou uma série de novos impostos sobre bancos, empresas de energia, seguradoras e companhias aéreas, entre outras, para compensar a inflação e arrecadar 4,1 mil milhões de euros até 2023. O presidente da Ryanair, Michael O’Leary, disse que o novo imposto é um “assalto” e “idiota”, referindo mesmo que o ministro húngaro do Desenvolvimento Económico, Márton Nagy, era “um completo idiota”.

A Ryanair defendeu que nem as companhias aéreas nem as famílias irão conseguir suportar este novo imposto, numa altura em que o setor do turismo húngaro está a tentar recuperar da pandemia. A ministra disse esta segunda que, na atual situação económica, prejudicada pela guerra na Ucrânia, todas as multinacionais que obtenham lucros extraordinários devem contribuir para as despesas militares e para conter os preços da energia.

Cinco meses de greves na Ryanair em Espanha arrancam com dez voos cancelados e 233 atrasados

O primeiro dia de cinco meses de greves na Ryanair em Espanha levou esta segunda ao cancelamento de 10 voos com origem ou destino no país, assim como a atrasos em 233 ligações, segundo os sindicatos que convocaram o protesto. A greve é dos tripulantes de cabine, que hoje iniciaram o terceiro período deste ano de paralisações na Ryanair em Espanha e que se vai prolongar até 7 de janeiro, todas as semanas, entre segunda e quinta-feira.

Nos períodos anteriores, em junho e julho, as greves seguiram o mesmo modelo e levaram ao cancelamento de 319 voos com origem ou destino em aeroportos espanhóis e a atrasos em 3.700 ligações. O aeroporto mais afetado hoje com a grave foi o de Barcelona, o que já aconteceu nas paralisações de junho e julho, segundo dos dados dos sindicatos.

Nenhum dos voos cancelados tinha como origem ou destino Portugal. As greves visam “obrigar a Ryanair a cumprir a lei espanhola”, dizem os sindicatos, segundo os quais estão em causa direitos laborais associados a atualizações salariais, férias, folgas e períodos de descanso. O incumprimento da Ryanair das leis laborais espanholas nas bases que tem no país já foi atestado por diversas vezes pelos tribunais, sublinham os sindicatos, que pedem também a intervenção do Governo.

Os sindicatos reiteraram hoje, no arranque de mais um período de greves dada a falta de respostas da empresa, que em junho e julho a Ryanair despediu 11 tripulantes de cabine “por exercerem o seu direito à greve”, algo que a companhia aérea nega.

Entre as reivindicações para o protesto convocado até janeiro está a reincorporação na empresa destes 11 trabalhadores e o fim dos mais de cem processos disciplinares que os sindicatos asseguram que a Ryanair instaurou a trabalhadores por aderirem à greve. Os representantes dos trabalhadores condenaram também, mais uma vez, o Ministério do Trabalho espanhol por não ter respondido a pedidos de reunião dos sindicatos e aos apelos para ser mediador no conflito.

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