Proteger mais pobres dos preços da energia custa 900 milhões

  • ECO
  • 16 Agosto 2022

Se decidir seguir a recomendação do FMI e de Bruxelas, o Governo pode incluir esta medida no novo pacote contra o impacto da inflação prometido para setembro e na proposta de OE para 2023.

O Governo teria que gastar cerca de 900 milhões de euros em medidas para as famílias mais carenciadas, se quisesse compensar da escalada da inflação na energia o quintil mais vulnerável da população, avança o Público (acesso condicionado). A decisão pode ser tomada no pacote de novas medidas que será anunciado em setembro e no Orçamento de Estado para 2023, a ser apresentado em outubro.

A aposta em apoios às camadas da população mais carenciadas face aos efeitos da inflação tem sido recomendada aos governos pela Comissão Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo. Contudo, seria um volte face na estratégia do Executivo liderado por António Costa, que até agora tem priorizado medidas de apoio generalizadas a todas as camadas da população, como a redução dos impostos sobre os combustíveis.

De acordo com um estudo publicado na semana passada pelo FMI, as medidas anunciadas até agora pelo Governo português para contrariar os efeitos da crise energética representam um custo para o orçamento de 1,32% do PIB, ou seja, cerca de 3.009 milhões de euros. Trata-se de um valor bastante superior aos 0,4% do PIB que representam os 900 milhões que o Executivo teria de gastar em medidas de apoio às famílias mais pobres para as proteger da escalada dos preços da energia. Aliás, dos 1,32% do PIB que as medidas do Governo português representam, apenas 0,03% do PIB, menos de 100 milhões de euros, diz respeito a medidas direcionadas às famílias mais vulneráveis.

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