PS assegura aprovação da lei contra o tabaco mesmo com liberdade de voto na bancada
A secretária de Estado da Promoção da Saúde garantiu que a proposta do Governo "não é proibicionista" e que o Ministério está a trabalhar para "ajudar quem quer deixar de fumar".
O líder parlamentar do PS assegurou esta quinta-feira a aprovação na generalidade da proposta do Governo que pretende reforçar o combate ao tabagismo, apesar de haver liberdade de voto na bancada e alguns deputados socialistas se manifestarem contra. Este diploma do executivo, que visa adotar novas normas para a prevenção e controlo do tabagismo, esteve em discussão em plenário e será votado na sexta-feira na generalidade.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Perante os jornalistas, na Assembleia da República, Eurico Brilhante Dias confirmou que haverá liberdade de voto entre os deputados socialistas na votação da nova lei contra o tabagismo. “A proposta de lei do tabaco, como qualquer outra lei que não esteja no quadro das orientações da Comissão Política Nacional do PS, ou no quadro do regulamento [do Grupo Parlamentar], tem liberdade de voto. A liberdade de voto é algo que foi adotado a partir de 2011, quando o secretário-geral do PS era António José Seguro”, lembrou.
A seguir, no entanto, Eurico Brilhante Dias manifestou a sua convicção de que o diploma do Governo será aprovado na generalidade com os votos de uma ampla maioria de deputados do PS e depois “trabalhado em sede de discussão na especialidade. “Temos um trabalho coletivo a fazer – e vamos fazê-lo na especialidade”, acrescentou.
Durante o debate em plenário, a secretária de Estado da Promoção da Saúde garantiu que a proposta do Governo “não é proibicionista” e que o Ministério está a trabalhar para “ajudar quem quer deixar de fumar”. “O que pretendemos é regular. Ao diminuir os locais onde é possível fumar, ao diminuir os postos de venda e ao equiparar o tabaco [aquecido ao tradicional] temos como objetivo proteger as crianças e jovens”, alegou Margarida Tavares.
Margarida Tavares foi confrontada por perguntas do PSD e do PCP sobre o impacto que estas alterações terão na indústria, nomeadamente na Madeira e nos Açores, assim como sobre quais as medidas que estão em curso para ajudar quem fuma. “Esta lei prima por ser progressiva e por ter, inclusivamente, normas de transição que permitem a adaptação não só da sociedade, mas também do comércio e da indústria”, defendeu.
A proposta do Governo contra o tabagismo equipara o tabaco tradicional ao aquecido, aperta o cerco à venda em máquinas automáticas e interdita o fumo ao ar livre junto de escolas, faculdades ou hospitais.
Uma das medidas previstas inicialmente na proposta de lei era a proibição da venda de tabaco nos postos de abastecimento de combustível, mas mereceu a contestação dos representantes do setor. O Governo deixou depois cair essa norma, invocando que, em algumas localidades, “o local para comprar tabaco ficaria a grande distância”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
PS assegura aprovação da lei contra o tabaco mesmo com liberdade de voto na bancada
{{ noCommentsLabel }}