Como a IA está a começar a dominar o setor segurador
Uma das conclusões do painel "Is AI ready to take over the insurance industry" é que IA está a mudar a indústria dos seguros e a resposta para a eficiência exigida está na própria IA.
A ideia de que inovar através das ferramentas de inteligência artificial (IA) “é um requerimento” para as empresas de seguros se manterem relevantes e competitivas a longo prazo é uma visão partilhada pelos participantes de um painel dedicado aos impactos da tecnologia no setor segurador num evento organizado pela Fintech House e Fintech Solutions.

Maariyaah Afzal, fundadora e CEO da Silas Insurtech, considera que o uso de IA traz mais eficiência às empresas, mas não é suficiente para a sua adoção. Entre os obstáculos para inovar está o facto de ser já um setor centenário e lucrativo. Visto que “já fazem milhões”, e já os faziam muito antes de aparecerem as novas tecnologias, os responsáveis podem negligenciar a aposta em IA. Além disso, a iliteracia para trabalhar com inteligência artificial e o receio que esta retire os empregos às pessoas também explicam a apreensão em modernizar de algumas empresas.
Não obstante os receios, há seguradoras que arriscam. A CEO da Silas Insurtech vê dois caminhos para as insurtech a ser percorridos simultaneamente: enquanto umas startups vão ser compradas por grandes empresas, outras tornar-se-ão novos atores no mercado. A escolha entre o caminho a seguir “vai depender dos objetivos de cada companhia”, acredita Maariyaah Afzal.
Há outra rota levada a cabo por empresas de seguros: investir em criar os seus próprios sistemas de Inteligência Artificial, como já o faz a Fidelidade, refere José Vieira, data science manager na seguradora. Não obstante desenvolverem as suas próprias tecnologias, Omar chebli, CEO da Kirontech acredita que haverá oportunidade para startups acrescentarem valor a esses produtos já existentes.
Também José Vieira considera que as seguradoras que inovam tornam-se mais eficientes, o que acaba por impactar a forma como a indústria funciona. Por isso, acredita que aquelas empresas que não inovarem vão ficando para trás. Por agora, é nos processos de backoffice e nas interfaces de apoio ao cliente que o uso de IA tem mais impacto, tornando mais eficientes esses processos, pelo menos na Fidelidade, assinala o data science manager.
Outro ponto debatido é que “mais inovação conduz a mão de obra menos qualificada para a operar” o que exige tempo e recursos para as empresas tornarem a mão de obra capaz de recorrer à IA para acrescentar valor ao que é produzido, refere o CEO da Kirontech. Omar Chebli refere ainda que a administração tem recursos limitados para inovar.
Para utilizar eficazmente a IA é “necessário experiência” e com esta é possível aplicar IA e traçar planos individuais “que as pessoas precisam” diz o fundador da Healin, Diogo Coluna.
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