BRANDS' TRABALHO “Uma empresa é tão forte quanto a qualidade das relações que constrói com os seus colaboradores”
Depois de ver a sua empresa nos Best WorkplacesTM 2025, Duarte Gomes, Chief Data & Analytics Officer da JTA - The Data Scientists, garante que perceber o que os colaboradores sentem é essencial.
Vencedora na categoria de empresas de até 50 colaboradores da iniciativa da Great Place To Work®, que este ano assinalou o seu 25º aniversário, a JTA é uma equipa de Data Scientists, Matemáticos e Engenheiros, com sede na cidade do Porto. Apresentando-se como “dinâmica e em crescimento”, a empresa tem como drive “guiar, inspirar e apoiar os seus clientes, qualquer que seja a sua indústria, a desbloquear um valor significativo tanto dos seus dados de origem interna como externa”.
No rescaldo do evento de apresentação dos Best WorkplacesTM, realizado a 26 de março, em Lisboa, Duarte Gomes, Chief Data & Analytics Officer da JTA -The Data Scientists (empresa fundada em Londres, em 1999) partilha alguns pormenores sobre a empresa e revela alguns detalhes que a fizeram ser uma das eleitas dos Best WorkplacesTM 2025.
Com uma equipa de 46 colaboradores, a maioria dos quais com presença na empresa há mais de dois anos, esta microempresa do setor das TI faz ponto de honra em acompanhar e compreender o que os colaboradores pensam e sentem, como forma de responder às expectativas das equipas. “Acreditamos que uma empresa é tão forte quanto a qualidade das relações que constrói com os seus colaboradores. Compreender o que os nossos colaboradores pensam e sentem não é apenas importante – é essencial. Isso é o ponto de partida para garantir que as decisões estratégicas estejam alinhadas com as necessidades reais da equipa. Investimos constantemente em canais abertos de comunicação, feedback frequente e momentos de escuta ativa, alguns dos quais com respostas anónimas. Algo que aprendemos ao longo da nossa jornada é que a missão da empresa só se mantém relevante se for sentida e também co-criada pelos colaboradores”, refere Duarte Gomes.
No contexto do estudo promovido pela Great Place to Work, que distingue as 50 melhores empresas para trabalhar em Portugal, vários participantes têm enaltecido as qualidades da iniciativa. Do incentivo à promoção de um ambiente profissional seguro e motivante, à preocupação em ver os colaboradores mais felizes, produtivos e comprometidos, passando pela promoção do hábito de auscultar permanentemente as equipas para poder agir conforme o seu feedback, muitas são as características que as empresas participantes vêm melhorar por via do desafio que lhes é colocado ao tomarem parte dos Best Workplaces.

Para a JTA, há duas dimensões nas quais a empresa mais se revê: “Identificamo-nos especialmente com a promoção de um ambiente seguro e motivador e o hábito de auscultar continuamente as equipas. A nossa cultura é construída com base na confiança e na transparência. Acreditamos que, para que uma pessoa dê o seu melhor, precisa de se sentir valorizada, ouvida e respeitada — e é nisso que investimos todos os dias. Criar um espaço onde cada colaborador tem autonomia para crescer e contribuir faz parte do ADN da JTA”.
No entanto, será que é mesmo possível associar a performance das equipas aos seus níveis de felicidade? De acordo com o Chief Data & Analytics Officer da tecnológica, “completamente”. “A felicidade no trabalho é um catalisador de performance. Equipas felizes tendem a ser mais resilientes, comprometidas e criativas. Mas não se trata apenas disso. Acreditamos numa visão mais completa da experiência profissional: queremos que as pessoas na JTA sejam tecnicamente excelentes, realizadas profissionalmente e que sejam compensadas de forma justa. A performance emerge naturalmente quando esse equilíbrio está presente — quando as pessoas têm espaço para evoluir e sabem que o seu trabalho tem propósito”.
Um outro fator que “puxa” as empresas a participar em projetos como o Best Workplaces e a fazer parte dos rankings que daí resultam é a possibilidade de se posicionarem melhor na competição por talento, pelo simples facto de serem mais conhecidas no mercado como entidades que valorizam a cultura organizacional e que colocam os colaboradores em primeiro lugar. O responsável pela JTA diz que este reconhecimento mostra “de forma objetiva” que a empresa valoriza os seus colaboradores e a cultura que constroem juntos. “Em áreas como Data Science, onde o talento é escasso e muito disputado, ter uma cultura forte é uma das formas mais eficazes de atrair e reter profissionais de excelência. Mas mais do que isso, a nossa cultura não é uma estratégia de employer branding — é o reflexo genuíno da forma como escolhemos trabalhar”, referiu Duarte Gomes.
Falar-se de felicidade no trabalho não é novo, mas, culturalmente, muitos colaboradores de muitas empresas poderão sentir que se trata de algo de que fica bem falar, mas cuja implementação nem sempre se sente no dia-a-dia. A respeito deste fenómeno, Duarte Gomes é otimista e acredita que em Portugal há mais empresas a investirem no bem-estar e crescimento dos seus colaboradores por saberem que outras que já o fazem tendem a ter melhores resultados, algo que considera ser “um sinal muito positivo”. O responsável é da opinião de que se está a assistir “a uma mudança cultural no ecossistema empresarial português”, no qual “cada vez mais empresas percebem que cuidar das pessoas é uma decisão estratégica. Empresas que investem no bem-estar e no crescimento das suas equipas tendem a ser mais inovadoras, mais sustentáveis e mais bem-sucedidas a longo prazo. E isso tem um efeito de contágio saudável no mercado”.
Poderá ser um estereótipo referir-se que as empresas de IT são maioritariamente formadas por equipas jovens – a avaliar pelos representantes da JTA que subiram ao palco do evento Best Workplaces, no Convento do Beato, pode ficar-se com essa ideia – e que esse fator pode facilitar a promoção de uma cultura de colaboração comparando com outros setores onde a média de idades é mais alta. Para Duarte Gomes, no entanto, esse não é um aspeto decisivo. “A idade pode influenciar certos aspetos da comunicação e da relação com a tecnologia, mas não é o fator determinante. O que realmente promove uma cultura de colaboração é a liderança, a segurança psicológica e a clareza de propósito. Já vimos equipas colaborativas e inspiradoras em todos os setores e faixas etárias. Na JTA, apostamos num modelo onde todos têm voz e é isso que constrói a verdadeira colaboração”, conclui.
Poderá conhecer um pouco melhor a JTA – The Data Scientists através do seu perfil, partilhado no site oficial da Great Place to Work (JTA – The Data Scientists | Great Place To Work® Portugal)
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