Empresas alemãs recuperam confiança, mas retoma segue lenta

O índice IFO alemão subiu pelo sétimo mês seguido, atingindo o valor mais elevado em 13 meses, sinalizando uma recuperação lenta, mas firme da confiança empresarial na maior economia europeia.

O motor económico da Europa volta a mostrar alguns sinais de vida. O índice de Clima Empresarial do instituto alemão IFO subiu para 88,6 pontos em julho, o valor mais alto em mais de um ano, superando os 88,4 pontos de junho.

Embora a melhoria seja modesta e tenha ficado ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas (que previam 89 pontos), este é o sétimo mês consecutivo de crescimento do indicador, sugerindo que as empresas alemãs recuperam gradualmente confiança.

Segundo os dados do relatório do IFO, “o sentimento entre as empresas alemãs melhorou um pouco”, refere Clemens Fuest, presidente do instituto IFO, em comunicado. As empresas mostraram-se ligeiramente mais satisfeitas com a situação atual dos negócios, enquanto as suas expectativas “permaneceram praticamente inalteradas”, refere ainda Clemens Fuest, sublinhando que este crescimento cauteloso reflete uma realidade onde “a retoma da economia alemã permanece lenta”, numa altura em que o país enfrenta desafios estruturais significativos.

A análise por setores revela um panorama misto, mas com sinais encorajadores em áreas-chave. Na indústria transformadora, o índice subiu e “as empresas avaliaram a sua situação atual como visivelmente melhor”, embora as encomendas continuem sem dinamismo e a utilização da capacidade tenha subido apenas ligeiramente, de 77 pontos para 77,2 pontos.

O setor dos serviços registou uma deterioração, com as empresas a avaliar “a atividade empresarial atual menos favoravelmente”, mas com exceções notáveis no transporte e logística, que “mostraram um desenvolvimento positivo”.

No comércio, o índice enfraqueceu devido a expectativas mais pessimistas, embora a situação atual tenha melhorado ligeiramente, mas “permaneceu insatisfatória”. Já na construção civil, tanto as avaliações da situação atual como as expectativas melhoraram, apesar de “a falta de encomendas continuar a ser um problema major”, refere o presidente do instituto, sublinhando que “a economia alemã ganha lentamente confiança”.

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