Presidenciais. Cartazes, comícios e agências são apostas dos candidatos em campanha

Rafael Correia,

Luís Marques Mendes lidera a tabela da despesa para a conceção da campanha e comícios. António José Seguro é o que mais gasta em propaganda e André Ventura em brindes.

Os 11 candidatos para as presidenciais de 2026 começam em peso a sua campanha este domingo, estando na estrada até ao dia 16. Nesta corrida a Belém, os gastos em comunicação – conceção da campanha, propaganda, cartazes, comícios e brindes – atingem mais de 3,8 milhões de euros, segundo os orçamentos declarados à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

A tabela da despesa em comunicação é liderada por Luís Marques Mendes, com 1,095 milhões de euros previstos, seguido por André Ventura, com 850 mil, e António José Seguro, com 705 mil. No fim desta tabela, com os valores mais baixos, aparece Manuel João Vieira, com 710 euros, Catarina Martins com 41.014 euros, e Jorge Pinto com 96 mil.

É de salientar que a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda não prevê gastos em “conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado”, nem em “brindes e outras ofertas”. Os candidatos André Pestana e António Filipe não discriminaram as previsões de despesas. Já Humberto Correia não entregou o orçamento à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).

A mesma entidade afirma que João Cotrim de Figueiredo também não entregou o documento. No entanto, a candidatura do ex-presidente da Iniciativa Liberal fez chegar ao ECO o orçamento, que assegura ter remetido à ECFP no dia 18 de dezembro.

Analisando agora por modalidade de gastos previstos, é nas “estruturas, cartazes e telas”, que os candidatos vão gastar mais. São cerca de 1,17 milhões de euros – 1.179.385 para sermos precisos, equivalente a 30,6% da despesa em comunicação –, com Luís Marques Mendes a liderar com uma previsão de 315 mil euros. André Ventura e António José Seguro empatam com 250 mil euros.

No fundo da tabela, está Manuel João Vieira, com 300 euros, numa situação que se repete em quase todas as categorias, exceto as declaradas com zero gastos por Catarina Martins.

As categorias de “conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado” – 905.100 euros, equivalente a 23,5% – e “comícios e espetáculos” – 896.464 euros, equivalente a 23,2% – completam o ‘top 3’ de mais gastos em comunicação.

André Ventura e António José Seguro são os nomes que mais vezes – quatro vezes nas cinco categorias analisadas – aparecem no ‘top 3’ das despesas previstas, exceto na conceção da campanha e comícios, respetivamente. O ‘top 3’ nas categorias, exceto a dos cartazes, são:

“Conceção da Campanha, agências de comunicação e estudos de mercado”

  1. Luís Marques Mendes – 400 mil euros
  2. Henrique Gouveia e Melo – 280 mil euros
  3. António José Seguro – 100 mil euros

“Propaganda, comunicação impressa e digital”

  1. António José Seguro – 200 mil euros
  2. André Ventura – 100 mil euros
  3. João Cotrim de Figueiredo – 65 mil euros

“Comícios e espetáculos”

  1. Luís Marques Mendes – 325 mil euros
  2. André Ventura – 150 mil euros
  3. Henrique Gouveia e Melo – 150 mil euros

“Brindes e outras ofertas”

  1. André Ventura – 300 mil euros
  2. João Cotrim de Figueiredo – 40 mil euros
  3. António José Seguro – 30 mil euros

Recorde-se que a despesa prevista pelas campanhas totaliza mais de cinco milhões de euros, com a maioria dos gastos em comunicação.

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