Empresas terão linha de crédito de 600 milhões para custos da energia com carência de um ano

A linha de crédito Portugal Resiliência Energética, através do Banco Português de Fomento, foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Maturidade é de cinco anos.

O Governo aprovou esta quinta-feira uma nova medida de apoio às empresas que estão a enfrentar as dificuldades com aumento dos custos energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente. O Conselho de Ministros deu ‘luz verde’ à criação da linha de crédito Portugal Resiliência Energética, no valor de 600 milhões de euros, para auxiliar as organizações “especialmente afetadas” pela subida dos custos com a energia.

A linha de crédito, que foi anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na semana passada, terá uma maturidade de cinco anos, carência de um ano e spread “mais vantajoso do que a banca comercial, em condições normais conseguiria”, de acordo com os detalhes dados pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no briefing do Conselho de Ministros.

A linha Portugal Resiliência Energética, através do Banco Português de Fomento, irá recorrer ao Fundo de Garantia Mútua e permite que o Estado entregue uma garantia bancária que cobrirá parte do capital em dívida das empresas: 70% nas empresas médias e grandes e 80% nas restantes, de menor dimensão.

“Permitirá condições de financiamento mais vantajosas para que, com isso, as empresas consigam enfrentar um tempo difícil que preocupa os portugueses e o mundo inteiro, disse o ministro António Leitão Amaro, em declarações aos jornalistas, acrescentando que detalhes adicionais serão incluídos na ficha a aprovar conjuntamente com os ministérios das Finanças e Economia e Coesão Territorial.

Esta linha para apoiar o tecido empresarial perante o aumento do preço da energia, causado pela subida do petróleo, foi anunciada por Luís Montenegro aquando da comemoração de dois anos à frente do Governo.

A partir do Palacete de São Bento, o líder do Executivo informou que estaria “destinada a financiar por via de crédito as necessidades de tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos”, mais precisamente aquelas cujos custos da energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.

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