Seguradoras crescem lucros, mas perdem nos investimentos
As companhias de seguros em Portugal aumentaram 14% os lucros no primeiro semestre de 2024, mas continuam a perder dinheiro nos investimentos.
Os resultados dos investimentos das companhias de seguros em Portugal continuam a ser prejuízos, enquanto o negócio segurador subiu lucros no primeiro semestre de 2024 em relação a igual período do ano anterior, revela o estudo Contas Setor Segurador, elaborado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS).
O documento que agrega as contas de todas as seguradoras indica que o setor obteve 341 milhões de euros de resultados líquidos nos primeiros seis meses de 2024, mais 14,4% que nos seis meses iniciais de 2023.
Os resultados da Conta Técnica, aqueles especificamente gerados pelo negócio segurador, registaram uma subida de 58,7% para 246 milhões de euros, enquanto a Conta Técnica do ramo Vida decresceu 37% para 152 milhões de euros.
Já a Conta Não Técnica, composta pelos rendimentos de investimentos como juros, dividendos, rendas e ganhos de capital e ainda por custos financeiros, como juros sobre empréstimos e perdas em investimentos, atingiu resultados negativos de 103 milhões de euros, ainda assim melhor que os 135 milhões perdidos nos primeiros seis meses de 2023.
É o conjunto das contas Técnicas Vida e Não Vida e da conta Não Técnica que é utilizada para apurar os resultados total das seguradoras.
Acidentes de Trabalho continua a estrela
O ramo Acidentes de Trabalho, maldito durante décadas pelos prejuízos causados às seguradoras, virou a maldição e primeiro semestre de 2024 significou 30% do total dos lucros do setor. Com uma sinistralidade a baixar de 58,9% no terceiro trimestre do 2022 – segundo a ASF, entidade supervisora -, para 51,1% nos primeiros nove meses de 2024.
O ramo Saúde subiu resultados dos 4 milhões de euros registados nos primeiros semestres de 2023 e 2022 para 15 milhões, enquanto o segmento que inclui os seguros multirriscos deu 42 milhões de lucros técnicos. O ramo Automóvel baixou resultados para 12 milhões de euros.
Nos ramos Vida, os maiores lucros vieram de seguros com ou sem garantias de capital ou rendimento, cabendo uma pequena parte de resultados positivos aos produtos unit linked e à gestão de fundos de pensões.
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