INE revê em ligeira alta crescimento do quarto trimestre para 2,8%
PIB avançou 1,9% em 2024, impulsionado sobretudo pelo consumo. Taxa homóloga da reta final do ano foi revista em uma décima face à estimativa divulgada em janeiro.
A economia portuguesa cresceu 1,9% em 2024, puxada sobretudo pelo consumo, confirmou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O organismo de estatística reviu, contudo, em ligeira alta a taxa de crescimento homóloga do quarto trimestre para 2,8%, mantendo a estimativa de 1,5% para a variação face ao terceiro trimestre.
Na globalidade de 2024, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou para 1,9%, após a subida de 2,6% em 2023. O INE reviu em 0,1 pp. a estimativa de crescimento de 2023, por incorporação de nova informação. Em termos nominais, o PIB aumentou 6,3% em 2024, atingindo cerca de 285 mil milhões de euros.
O contributo da procura interna foi determinante para a evolução registada, passando de um crescimento de 1,7% em 2023 para 2,5% em 2024, sobretudo resultado do consumo das famílias e, em menor grau, do consumo público.
O consumo privado cresceu 3,2%, em termos reais, mais 1,3 pontos percentuais (pp.) do que no ano anterior, com as despesas das famílias com bens não duradouros e serviços a acelerar fortemente de 1,3% em 2023 para 3,4% em 2024, dos quais 2,3% foram com bens alimentares, enquanto a componente de bens duradouros desacelerou de 7,6% para 1,6% em 2024.
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Paralelamente, o consumo público acelerou em termos reais, registando uma taxa de variação de 1,1% (0,6% no ano anterior). Por outro lado, o investimento desacelerou ao aumentar 1,7%, após um crescimento de 2% em 2023.
Por outro lado, a procura externa líquida apresentou um contributo de -0,6 pontos percentuais (pp.) para a variação anual do PIB, após o contributo de 0,9 pp. em 2023, refletindo a desaceleração das exportações e a aceleração das importações.
O crescimento das exportações de bens e serviços desacelerou de 3,8% para 3,4% em 2024 (exportações de bens cresceram 3,8%, enquanto as de serviços desaceleram significativamente, passando de um crescimento de 11,5% para 2,7%), enquanto as importações de bens e serviços aceleraram de 1,8% em 2023 para 4,8%.
Consumo privado compensa redução do investimento na reta final do ano
A economia afinal cresceu 2,8% no quarto trimestre, mais uma décima do que a estimativa divulgada em janeiro e uma taxa superior em 0,9 pp. à verificada no trimestre precedente. Esta evolução deve-se à aceleração da procura interna, uma vez que a aceleração do consumo privado (crescimento de 5% face a 3,8% no trimestre anterior) permitiu compensar a queda de 0,9% do investimento (face a um crescimento de 1,9%). Por seu lado, o consumo público desacelerou ligeiramente para uma variação de 0,9% (1,0% no trimestre precedente).
Por sua vez, o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi menos negativo, devido a um crescimento de 4,1% das exportações de bens e serviços e de 4,7% das importações de bens e serviços.
Comparando com o trimestre anterior, o PIB avançou 1,5%, após uma taxa de 0,2% no trimestre anterior. O contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou a positivo, tendo as importações de bens e serviços registado uma diminuição no quarto trimestre.
Já o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB diminuiu para 0,6 pp. devido à redução do investimento, refletindo “sobretudo o contributo negativo da variação de existências associado em grande medida ao comportamento dos fluxos de comércio internacional”.
(Notícia atualizada às 11h51)
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