Portugal tem uma agenda “muito interessante” para as empresas francesas

Perante uma plateia de empresários franceses no Porto, no âmbito da visita de Emmanuel Macron, o ministro da Economia apresentou Portugal como "um porto de abrigo" para o investimento estrangeiro.

O ministro da Economia, Pedro Reis, destacou esta sexta-feira que Portugal é hoje “um porto de abrigo” para o investimento e destacou que gostaria que “mais empresas francesas se identificassem [com a] agenda portuguesa”, que disse ser “muito interessante” para os empresários daquele país. O governante destacou setores da energia, defesa, tecnologia, indústria e automóvel como áreas com potencial para reforçar parcerias.

O nosso desafio conjunto é conseguir ir além dos conflitos, das tentações protecionistas, mas também conseguir inverter o abrandamento estrutural europeu“, destacou Pedro Reis, numa intervenção no Fórum Económico Luso-Francês, organizado pela CIP no âmbito da visita do presidente francês a Portugal, e onde esteve presente também Laurent Saint Martin, ministro do Comércio Externo da República Francesa.

Para o ministro da Economia, as empresas devem ser colocadas no centro desta estratégia de redesenho da Europa, focada na competitividade, destacando que Portugal é hoje “um porto de abrigo” para o investimento estrangeiro.

“Temos de libertar as energias das empresas”, defendeu, realçando que Portugal tem vindo a tomar medidas para reduzir a burocracia, fiscalidade e complexidade. Mas quer ir mais longe, criando condições para as empresas investirem. Direcionando as atenções para os investidores franceses, Pedro Reis reforçou que gostaria que “mais empresas francesas se identificassem na agenda portuguesa”, acrescentando que é “muito interessante para os franceses”.

E elencou de seguida alguns dos pontos dessa agenda, como a “densificação das cadeias de valor, a consolidação das nossas empresas para a internacionalização, os fundos europeus, toda uma panóplia de concessões, de privatização, de PPP, de projetos que podem ser transformadores”.

O nosso desafio conjunto é conseguir ir além dos conflitos, das tentações protecionistas, mas também conseguir inverter o abrandamento estrutural europeu.

Pedro Reis

Ministro da Economia

Em termos de áreas de interesse, o ministro destacou vários exemplos, desde a tecnologia e inovação, até ao ecossistema verde e da biotecnologia azul, à defesa, mas também setores onde as empresas francesas já têm grande presença em Portugal. “Queremos afirmar o nosso cluster e França é um parceiro privilegiado em tudo o que tem a ver com o setor automóvel“, acrescentou.

“Mas também acreditamos que hoje há uma economia de serviços, novos data centers, serviços partilhados”, referiu, juntando ainda à lista “setores que orgulham” por “combinarem a tradição com o futuro”, como o têxtil, o calçado ou a metalomecânica“, em que Portugal “compara com o que melhor que há no mundo”. “Acreditamos que nestes setores podemos dar cartas e trabalhar na diferenciação. São estratégicos para Portugal e estão a expandir capacidade de internacionalização na nossa economia”, resumiu.

Pedro Reis falou ainda sobre a importância de abrir “mais joint-ventures, abrir temáticas, promover partilha de projetos conjuntos, coser linhas de apoio à exportação”. “Se criarmos condições de competitividade às nossas empresas, atraindo investimento e abrindo mercados terceiros, estaremos a fazer a nossa missão”, frisou.

Laurent Saint Martin, Ministro do Comércio Externo da República FrancesaRicardo Castelo

Laurent Saint Martin, ministro do Comércio Externo da República Francesa, lembrou a “relação amigável, histórica, cultural” que existe entre Portugal e França, que é focada no respeito e amizade. E disse que esta visita é “a oportunidade de juntar os empresários para falar da balança comercial” e reforçar laços comerciais.

Em termos de prioridades estratégicas, o ministro francês realçou “setores de excelência”, como as tecnologias, inovação, serviços e turismo, defesa, energia e setores tradicionais, notando que espera que esta visita permita reforçar as relações bilaterais entre os dois países.

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