Carneiro quer continuidade de Centeno no Banco de Portugal

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

O secretário-geral do PS considera que, na escolha do governador do Banco de Portugal (BdP), "o que deve imperar é o interesse nacional" e lembrou qu Centeno tem prestígio nacional e internacional.

O secretário-geral do PS considera que na escolha para o cargo de governador do Banco de Portugal (BdP) “o que deve imperar é o interesse nacional” e lembrou que Mário Centeno tem prestígio nacional e internacional. “Nestas matérias, como ocorre com o governador do BdP, o que deve imperar é o interesse nacional“, disse José Luís Carneiro, em Guimarães, no distrito de Braga.

Aos jornalistas, à entrada para a apresentação da Comissão de Honra da candidatura de Ricardo Costa à presidência da Câmara Municipal de Guimarães, o secretário-geral do PS centrou as suas declarações na importância do crescimento da economia, evitando comentar polémicas nacionais, mas sobre a escolha do governador do BdP disse que “o estatuto de Mário Centeno deve ser aproveitado“.

“Vamos aguardar pela decisão do Governo. É evidente que o doutor Mário Centeno tem um prestígio no país e tem um prestígio internacional (…). Este estatuto deve, do meu ponto de vista, ser aproveitado pelo país. Não aproveitar este estatuto, este prestígio, significa não defender convenientemente o interesse do nosso país”, referiu.

José Luís Carneiro recordou que “Mário Centeno é dos ex-ministros das Finanças e dos responsáveis máximos dos bancos centrais mais respeitados na Europa“, razão pela qual considerou que se deve “ter a capacidade para reconhecer o valor dos outros, independentemente de serem do nosso partido ou não“.

“Por exemplo, hoje aqui nesta cerimónia, uma grande percentagem das pessoas que aqui se encontram são empresários que não são do Partido Socialista. Votam muitas vezes no PSD, votam no CDS, temos aliás pessoas da Comissão de Honra que foram do CDS. O que é que isto significa? Quando colocamos o interesse das pessoas, o interesse de uma região, o interesse de um país à frente dos interesses partidários, a isso se chama o interesse nacional”, concluiu.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recorde-se, assegurou que o Governo vai indicar o nome do novo governador do Banco de Portugal após a reunião do Conselho de Ministros de quinta-feira. “Durante a próxima semana, nós tomaremos essa posição e, portanto, no Conselho de Ministros de quinta-feira anunciaremos a nossa posição“, disse.

Luís Montenegro falava aos jornalistas à chegada à Herdade do Chão da Lagoa, localizada nas montanhas sobranceiras ao Funchal, onde hoje decorreu a festa anual do PSD/Madeira, considerado o maior evento partidário organizado na região, com a presença de milhares de pessoas.

O mandato de Mário Centeno enquanto governador do BdP terminou, mas o economista e ex-ministro do PS já se mostrou disponível para continuar mais um mandato à frente do banco central.

O primeiro-ministro não indicou qualquer nome para suceder a Centeno, mas, questionado sobre o perfil para o cargo, sublinhou que “o perfil do governador do Banco de Portugal não muda com o tempo”.

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Miguel Albuquerque anuncia proposta de revisão constitucional

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

O presidente do Governo da Madeira e líder do PSD regional, Miguel Albuquerque, afirmou perante o primeiro-ministro, que os madeirenses estão fartos de ser renegados pela República.

O presidente do Governo da Madeira e líder do PSD regional, Miguel Albuquerque, afirmou, perante o primeiro-ministro, que os madeirenses estão fartos de ser renegados pela República e anunciou um projeto de revisão constitucional. “Eu estou aqui hoje, cara a cara com o nosso primeiro-ministro, para lhe dizer, perante todos vós, que confio na palavra dele. Nunca me enganou. Mas é fundamental passarmos das palavras à ação. Vamos para a frente, repor a justiça para com os madeirenses”, afirmou.

Miguel Albuquerque falava na festa do PSD/Madeira, na Herdade do Chão da Lagoa, nas montanhas sobranceiras ao Funchal, considerado o maior evento partidário organizado na região, com a presença de milhares de pessoas, onde discursou depois de Luís Montenegro. “Temos de ter, neste momento, a capacidade de nos livrarmos das grilhetas do território continental“, disse, vincando que o PSD quer ver reforçada a capacidade de a região autónoma “decidir democraticamente” o seu projeto e o seu futuro.

Além de reafirmar a importância da revisão da lei das finanças regionais e resolução de vários dossiês pendentes com a República, o líder social-democrata madeirense anunciou que vai liderar um projeto de revisão constitucional para “libertar a região das grilhetas do centralismo”. “Eu, pessoalmente, vou liderar um grupo de trabalho para apresentar um projeto de revisão constitucional para finalmente a Madeira ter direito a um futuro de liberdade e desenvolvimento“, disse, reforçando: “Nós não podemos ficar atolados, nós não podemos ficar com as grilhetas do centralismo.”

Miguel Albuquerque considerou que, atualmente, a Constituição, as decisões do Tribunal Constitucional, bem como um “conjunto de palermices da lei da República”, só servem para “bloquear e criar dificuldades” no desenvolvimento da Madeira.

Por outro lado, Albuquerque disse ser fundamental que o primeiro-ministro e o seu executivo cumpram com os compromissos já assumidos com a região autónoma, vincando que “os madeirenses estão fartos de ser renegados pela República e a República tem que assumir as suas responsabilidades”.

É fundamental que o Estado, no quadro da Constituição, assuma os sobrecustos da ultraperiferia e insularidade“, disse, acrescentando: “Não é nenhum favor que a República e o Estado português nos faz. É uma obrigação para com os portugueses das ilhas“.

O chefe do executivo regional realçou que os madeirenses são “cidadãos de primeira” e lembrou que a região sinaliza um crescimento económico há 49 meses consecutivos, garantindo que o partido, que governa a região desde 1976, vai continuar a liderar o arquipélago no “caminho do progresso”.

Miguel Albuquerque sublinhou, por outro lado, que o objetivo do PSD nas eleições autárquicas de 12 de outubro é ganhar nos 11 municípios que compõem a região autónoma, e apresentou no palco da Herdado do Chão da Lagoa os 11 cabeças de lista.

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Montenegro diz que o Governo não tem “fantasmas” e critica quem procura descobrir perturbações

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

O primeiro-ministro disse que não há "fantasmas" no governo e criticou os que "andam permanentemente a tentar descobrir perturbações", vincando que pretende apenas resolver os problemas das pessoas.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que não há “fantasmas” no seu governo e criticou os que “andam permanentemente a tentar descobrir perturbações”, vincando que o executivo pretende apenas resolver os problemas das pessoas. “Nós não estamos no Governo para nos distrairmos com aquilo que os outros andam a dizer, com aquilo que os outros andam permanentemente a tentar descobrir como perturbações, como fantasmas nas vidas de todos nós“, avisou, reforçando: “Nós não temos fantasmas no nosso Governo. Nós temos pessoas. Nós temos problemas e queremos resolver.”

O primeiro-ministro e líder do PSD falava na festa anual da estrutura social-democrata da Madeira, na Herdade do Chão da Lagoa, localizada nas montanhas sobranceiras ao Funchal, considerado o maior evento partidário organizado na região, com a presença de milhares de pessoas e de todos os dirigentes regionais. “Nós não estamos no Governo à espera de descobrir papões, estamos no Governo para encontrar soluções para os problemas das pessoas”, afirmou.

Na sua intervenção, Luís Montenegro pediu confiança no projeto governamental, sublinhando que o executivo da AD vai continuar a criar mais riqueza, porque “a melhor maneira de combater a pobreza é criando riqueza”. “Precisamos de ter bons recursos humanos […] e precisamos também atrair e integrar bem os nossos imigrantes“, alertou, para logo atacar os críticos das políticas de imigração promovidas pelo executivo.

“Quando os outros olham para nós e veem que uma política de regulação e dignificação da imigração para eles significa ódio, eles não sabem a realidade que têm pela frente”, disse, reforçando: “E eles, que não sabem a realidade que têm pela frente, mostram que não estão ao nível de ter responsabilidade de governo em Portugal.”

Luís Montenegro considerou que a festa do PSD na Herdade do Chão da Lagoa é “única em Portugal”, vincando que se trata de um grande encontro da “família social-democrata” e uma “celebração da portugalidade”. “Nós, no PSD nacional, temos muito orgulho no PSD/Madeira e no que fez nos últimos 50 anos”, disse.

O primeiro-ministro prometeu, por outro lado, solução para alguns dos dossiês pendentes entre a República e região autónoma, liderada pelo PSD desde 1976, nomeadamente a revisão da lei das finanças regionais. “O Governo da República está empenhado em poder, com as regiões autónomas, trabalhar para termos uma lei de finanças regionais que dê previsibilidade e sustentabilidade às finanças regionais, para que haja condições de servir o povo das regiões autónomas“, disse.

O primeiro-ministro assegurou que o executivo nacional vai também continuar a cofinanciar o novo Hospital Central e Universitário do Funchal, uma maiores obras públicas do país atualmente em curso, orçada em mais de 340 milhões de euros.

Também garantiu que o executivo vai criar condições colocar em funcionamento uma plataforma digital para processar o reembolso do subsídio social de mobilidade.

Luís Montenegro sublinhou que o executivo PSD/CDS-PP é de “inspiração social-democrata” e “não deixa ninguém para trás”, apontando como exemplo a redução de impostos e o suplemento para os pensionistas. “A intenção do executivo não é eleitoralista, mas de justiça social”, argumentou.

 

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PCP pediu audiência ao Presidente da República sobre situação do país “preso por arames”

  • ECO
  • 20 Julho 2025

O secretário-geral do PCP criticou as prioridades do Governo quando problemas como os da saúde se agravam e disse que pediu uma audiência a Marcelo para falar sobre o país "preso por arames".

O secretário-geral do PCP criticou as prioridades do Governo quando problemas como os da saúde se agravam e disse que pediu uma audiência ao Presidente da República para falar sobre o país “preso por arames”. “Acabámos de ter o debate do Estado da Nação há poucos dias e ficou muito claro qual é o estado em que estamos, de um país preso por arames (…) Nesse quadro entendemos que tinha interesse um encontro com o senhor Presidente sobre a situação geral do país“, afirmou Paulo Raimundo aos jornalistas à margem de uma iniciativa da Juventude Comunista Portuguesa na Amora (município do Seixal).

Questionado sobre se abordará a lei dos estrangeiros, Raimundo disse que esse será um tema em conjunto com outros, destacando a saúde e recordando as urgências fechadas. “Hoje [domingo] estão sete urgências fechadas e a primeira coisa que o Governo decidiu fazer, na primeira oportunidade que teve, foi avançar com a lei da nacionalidade“, disse o líder do Partido Comunista Português (PCP), para quem a “prioridade do país está muito longe” dessa.

Questionado sobre a criação da Unidade de Coordenação para Emergências Hospitalares – que o Governo (PSD/CDS-PP) disse que vai avançar aproveitando uma ideia do PS -, Raimundo disse que pode ser importante mas que o que falta são medidas estruturais e que segue em curso “o processo de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde“. “O problema não é da coordenação, o problema é a falta de médicos, enfermeiros e técnicos“, vincou.

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Corretora Verspieren compra mediadora exclusiva Generali Tranquilidade

  • ECO Seguros
  • 20 Julho 2025

A corretora continua as aquisições com a Prova Distinta, uma mediadora exclusiva Generali Tranquilidade com sede na Maia. Os sócios Camilo Gonçalves, Hugo Campos e Luis Brito, transitam para a VCS.

A Vespieren Portugal (VCS) concluiu a aquisição de 100% do capital da Prova Distinta – Sociedade de Mediação de Seguros. A operação insere-se na estratégia de crescimento da corretora em Portugal, “reforçando a sua presença no território nacional e consolidando a aposta na proximidade, especialização e excelência técnica”, comentou a VCS.

Dia da assinatura da compra: Hugo Campos (Prova Distinta), Rogério Dias (CEO da VCS), Luis Brito (Prova Distinta), Anabela Azevedo (CFO da VCS), Camilo Gonçalves (Prova Distinta) e Paulo Almeida (Diretor Comercial Norte da VCS).

Fundada em abril de 2009, a Prova Distinta é uma mediadora exclusiva Generali Tranquilidade, tem sede na Maia, contando com uma loja na Faculdade de Medicina do Hospital de São João no Porto, onde foca nos profissionais e empresas de Saúde e ainda tem presença em São João de Madeira, na Sanjotec. Com uma carteira superior a 2,5 milhões de euros em prémios e mais de 3.000 clientes ativos, a empresa apresenta uma distribuição equilibrada entre os ramos Vida (cerca de 350 mil euros) e Não Vida (cerca de 2,2 milhões de euros), com menos de 50% da carteira concentrada nos segmentos de Automóvel e Acidentes de Trabalho.

A equipa, composta por seis profissionais, transita agora para a estrutura da Verspieren Portugal. Camilo Gonçalves, Hugo Campos e Luis Brito, anteriores sócios da empresa têm agora “um papel chave no desenvolvimento comercial da VCS, com foco em produtos estratégicos, suportados pela equipa existente, estratégia que a VCS tem seguido com a manutenção dos quadros de todas as sociedades adquiridas”, refere a VCS. Em 2023 a mediadora obteve cerca de 433 mil euros de faturação, um EBITDA de 42 mil e resultados líquidos de 17,5 mil euros.

Para Paulo Ferreira Almeida, Diretor Comercial Norte da Verspieren Portugal, “esta aquisição é um passo firme no reforço do nosso compromisso com a excelência”, concluindo que “esta união permitirá fortalecer a nossa presença em segmentos específicos, com soluções mais ajustadas, mais humanas e sempre orientadas para o cliente.”

No fim do primeiro semestre deste ano a VCS anunciou performances de crescimento superiores a 30%, contando já com 30 lojas próprias e mais de 100 colaboradores, trabalhando já em estreita colaboração com a Frank, nomeadamente “na melhoria de todos os processos administrativos na interação com o cliente de A a Z, e a selecionar outras empresas disruptivas que reforcem o posicionamento diferenciador”.

A VCS, que entretanto terminou o processo da sua penúltima aquisição, da mediadora Postura Distinta, iniciou este ano o processo de remodelação de todos os seus escritórios, contando com a colaboração do gabinete de arquitetura GRCA, procurando “criar um ambiente de loja confortável para colaboradores e clientes, visando transmitir a confiança e o profissionalismo do Grupo Verspieren”, conclui a corretora.

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Ex-líder da Lloyd’s troca Aon pela AIG

Até no anúncio da AIG, acreditava-se que John Neal iria liderar as soluções climáticas e resseguros da Aon, como anunciado. Mas, afinal, entra na liderança da AIG em dezembro.

A American International Group (AIG) anunciou a contratação de John Neal como presidente na companhia de seguros, afastando o antigo líder da Lloyd’s of London de uma anunciada função na Aon, avançou o Wall Street Journal (acesso pago).

John Neal, ex-CEO da Lloyd’s of London trocou a proposta para liderar as soluções climáticas e de resseguros na Aon pela oferta da AIG.

Neal vai assumir as novas funções a partir de 1 de dezembro e o vai liderar negócios de seguros comerciais na América do Norte, seguros comerciais internacionais e seguros pessoais globais. Passará a ser membro da equipa de direção executiva da AIG, respondendo perante o presidente e diretor-executivo Peter Zaffino, indicou a AIG.

Foi durante mais de seis anos diretor-executivo do maior mercado de seguros do mundo, tendo abandonado a Lloyd’s em janeiro deste ano. No mesmo mês – logo, antes do anúncio da AIG – a Aon anunciou que Neal se ia juntar à empresa a 1 de setembro enquanto presidente global de soluções climáticas e CEO global de resseguros. Até no anúncio da AIG, pensava-se que seria a sua próxima função. Em comunicado o presidente e CEO da Aon, Greg Case, disse que a empresa deseja a Neal muito sucesso no seu novo cargo.

A corretora Aon encontra-se numa fase de reajustamento da gestão das suas operações de resseguro com a promoção de quatro executivos.

Segundo a empresa, Steve Hofmann passará a ocupar o cargo de CEO da América para o setor dos resseguros, responsável pela América do Norte e América Latina, enquanto Alfonso Valera passará a ser o CEO internacional para o setor dos resseguros, responsável pelas regiões do Reino Unido, EMEA e APAC. Hofmann foi anteriormente CEO de resseguros dos EUA, enquanto Valera foi co-CEO da EMEA para resseguros.

Além disso, a Aon nomeou George Attard como líder global de estratégia para resseguros e Tomas Novotny como presidente internacional da divisão.

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Forward College, a escola que (quase) ninguém conhece e vai receber a infanta Sofia em Lisboa

A infanta Sofia, segunda filha do rei de Espanha, vai estudar um ano em Lisboa, numa escola internacional pouco conhecida, com um campus no Chiado e residência em Benfica.

Quando a Infanta Sofia, a segunda filha do Rei de Espanha, anunciou que vai fazer um curso superior de ciência política com passagem em Lisboa, Paris e Berlim, emergiu uma pergunta: Qual é a universidade portuguesa que vai receber um membro da família real espanhola. A escola em causa é privada, chama-se Forward College, faz parte de um grupo internacional ligado à London School of Economics (LSE), e tem o seu campus num edifício histórico na Rua das Flores, no Chiado e a residência estudantil em Benfica.

 

A instituição foi fundada em 2021 por três gestores com experiências diversas – Boris Walbaum, Céline Boisson e Jeffrey Sampson. O fundador e presidente, Walbaum, identifica na brochura de apresentação da escola que a sua fundação resultou da necessidade de responder a três lacunas:

  1. A lacuna da relevância A rápida aceleração das mudanças no mercado de trabalho gerou a necessidade de novas competências — em particular competências digitais e interpessoais — que não são ensinadas de forma sistemática pela maioria das Instituições de Ensino Superior (IES).
  2. A lacuna da eficácia Nos últimos anos, tornou-se evidente que a sala de aula tradicional está desfasada das necessidades dos estudantes e da sua forma de aprender. É mais do que tempo de alinhar os métodos de ensino com os avanços recentes das ciências pedagógicas e psicológicas.
  3. A lacuna da aspiração Os estudantes já não procuram simplesmente atingir a excelência pelo valor da excelência em si, mas sim encontrar um sentido mais profundo para o seu percurso. Procuram definir, por si próprios, os parâmetros do sucesso, desejam fazer uma diferença duradoura, envolver-se em projetos reais e explorar ativamente o seu sentido de responsabilidade e capacidade de agir.

De que forma a escola se propõe responder a estes ‘gaps’? Com uma “visão holística”, anuncia a escola no seu site, envolvendo dimensões congnitivas, emocionais, sociais e práticas.

Segundo revelou a CNN Portugal, “cada curso custa pelo menos, 18.500 euros. A infanta frequentará o curso em inglês, embora com disciplinas opcionais em português, francês e alemão. Partilhará o campus com jovens de cerca de 40 nacionalidades, mas as aulas são dadas em pequenos grupos, com turmas de até 15 alunos e até com algumas aulas individuais. A primeira turma, em setembro de 2021, era composta por 28 estudantes vindos de 12 países europeus, escolhidos entre as 450 candidaturas que a escola diz ter recebido“.

A infanta Sofia será uma das alunas do próximo ano letivo, os seguintes serão feitos na mesma escola em Paris e em Berlim, mas as inscrições estão ainda abertas.

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Imigração? “PR vai exercer o papel que a Constituição lhe confere”

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

Luís Montenegro afirma que Marcelo vai exercer o papel que a Constituição lhe confere no âmbito da lei da imigração e reafirmou que o diálogo com a oposição "não inclui nenhum acordo de governação".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que o Presidente da República vai exercer o papel que a Constituição lhe confere no âmbito da lei da imigração e reafirmou que o diálogo com a oposição “não inclui nenhum acordo de governação”. “O Presidente da República vai fazer uma avaliação [da lei da imigração], uma ponderação, que é simultaneamente política e jurídica e vai exercer os seus poderes que a Constituição lhe confere“, afirmou.

Luís Montenegro falava aos jornalistas à chegada à Herdade do Chão da Lagoa, localizada nas montanhas sobranceiras ao Funchal, onde hoje decorre a festa anual do PSD/Madeira, considerado o maior evento partidário organizado na região, com a presença de milhares de pessoas.

O primeiro-ministro, também líder da estrutura nacional do PSD, assegurou que o executivo está disponível para negociar com todos os partidos, mas isso “não inclui nenhum acordo de governação permanente”.

Inclui capacidade de aproximação em todos os diplomas com todos os partidos que estejam disponíveis”, esclareceu, realçando: “Evidentemente que nós sabemos que há muitas matérias em que o Partido Socialista tem alguma proximidade de posições connosco e depois há outras matérias em que o Partido Socialista tem alguma teimosia relativamente às posições que assumiu durante oito anos da governação“.

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“Desperdiçamos 12 piscinas olímpicas de água por hora”

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

Portugal continental tem perdas de água anuais que dariam para abastecer o país por três meses, cerca de 180 milhões de metros cúbicos, o que equivale a desperdiçar 12 piscinas olímpicas por hora.

Portugal continental tem perdas de água anuais que dariam para abastecer o país por três meses, cerca de 180 milhões de metros cúbicos, o que equivale a desperdiçar 12 piscinas olímpicas por hora. “É aquela água que estou a captar, a tratar, a bombar para o reservatório e a mandar para a casa das pessoas e que se perde“, diz o presidente da Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente (AEPSA), Eduardo Marques, que representa 45 associados, 20 mil trabalhadores e uma faturação anual de 1,2 milhões de euros.

Em entrevista à Lusa, o responsável considera que é necessário aumentar as tarifas da água, um setor que se habituou aos subsídios, defende que em termos gerais o valor da agua é baixo, e fala das ineficiências do setor, desde logo as perdas de água de consumo, cerca de 27%.

Aos dados sobre as perdas (nas condutas, ramais ou reservatórios), que são públicos, Eduardo Marques deixa ainda outros números: as concessões privadas, que servem 20% da população, têm uma média muito inferior de perdas, cerca de 13%. Nas contas do dirigente, se todo o país tivesse a mesma eficiência que o setor privado poupavam-se 90 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a um reservatório com uma base igual a um campo de futebol e com nove quilómetros de altura.

Um dos motivos para as perdas prende-se com as más condições das infraestruturas, mas segundo o responsável o país está a reabilitar um oitavo do que devia. “Na privada não, que somos obrigados a reabilitar de acordo com os contactos, mas estamos por todo o país a transitar para gerações futuras uma grande responsabilidade de investimento“.

Eduardo Marques acrescenta que a reabilitação de ativos tem de ser feita “nos períodos corretos”, e admite que é o tipo de investimento que “não dá votos”, porque são tubos escondidos debaixo da terra, pelo que “há normalmente uma tendência para arrastar esse tipo de investimento no tempo”.

Com cada vez menos chuva, com previsões de a situação se agravar, diz o responsável que, em matéria de água, “o país tem a obrigação de ser mais eficiente”. E essa eficiência, assegura, não passa apenas por dessalinizadoras, por mais barragens, passa essencialmente por reduzir perdas.

O que podemos poupar nas redes públicas é superior à capacidade da dessalinizadora, e não são precisos grandes investimentos. Há uma ideia errada de que só se consegue poupar nas perdas de água com reposição de condutas, mas é errado. Com gestão eficiente consegue-se reduzir as perdas a curto prazo“, diz.

É por isso que na proposta do Governo para o setor, “Água que Une”, critica os grandes investimentos previstos na reparação de condutas. Mas acrescenta que são precisos muitos fundos para o setor, para investimentos que não se podem adiar, porque “sem água não se vive”. “Se não tiver dinheiro, não sou eficiente, estou a gastar mais água, estou a prejudicar o ambiente, temos de conjugar as duas coisas“, avisa o presidente da AEPSA, uma associação de empresas portuguesas do setor do ambiente, da água à gestão de resíduos.

Questionado pela Lusa, o responsável disse não concordar em geral com o plano de eficiência hídrica do Algarve apresentado pelo Governo, que insiste na reabilitação de condutas e menos na boa gestão, e que insiste no aproveitamento das águas das ETAR quando tal nem sempre é viável. O que é fundamental, sintetiza, é acabar com as tarifas politizadas, é aumentar a concorrência no setor, é ter sistemas eficientes, seja no abastecimento público urbano seja na agricultura.

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SNS prevê sete urgências hoje encerradas, a maioria de Ginecologia e Obstetrícia

  • Lusa
  • 20 Julho 2025

Seis urgências de Ginecologia e Obstetrícia e uma de Pediatria vão estar encerradas este domingo continental, de acordo com as escalas publicadas no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Seis urgências de Ginecologia e Obstetrícia e uma de Pediatria vão esta encerradas este domingo em Portugal continental, de acordo com as escalas publicadas no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo os dados consultados pela agência Lusa às 20:00 de sábado, no Hospital de Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa) vão estar encerradas a urgência pediátrica e a urgência de Ginecologia e Obstetrícia.

No distrito de Setúbal, fica fechado o atendimento no serviço de urgência de Ginecologia e Obstetrícia nos hospitais Garcia de Horta (Almada) e São Bernardo (Setúbal).

Igualmente encerrados estarão os serviços de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Distrital de Santarém, no Hospital Infante Dom Pedro (Aveiro) e Hospital de Santo André (Leiria).

As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

Na sexta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que o plano de emergência para a saúde, apresentado há um ano, estava a ter resultados, referindo que há menos urgências fechadas do que em 2024.

Há hoje menos urgências fechadas e mais urgências abertas” e no caso da Península de Setúbal, em Obstetrícia, “até ao momento, neste mês de julho não houve nenhum encerramento”, afirmou o governante, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros. Contudo, no dia 9 de julho, o Hospital do Barreiro (distrito de Setúbal) suspendeu o funcionamento do Serviço de Urgência de Obstetrícia e Bloco de Partos durante 10 dias e este fim de semana de 19 e 20 de julho a urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta (Almada) vai estar encerrada.

No caso deste hospital em concreto, em Almada, o governo espera que as urgências estejam abertas “em permanência todos os dias do ano, 24 horas por dia” a partir de setembro.

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Mariana Leitão eleita presidente da Iniciativa Liberal com 73% dos votos

  • Lusa
  • 19 Julho 2025

Mariana Leitão foi eleita como nova líder da Iniciativa Liberal, com 73% dos votos e 27% de abstenção, tornando-se na quinta presidente do partido e na primeira mulher a ocupar o cargo.

Mariana Leitão foi eleita este sábado como nova líder da Iniciativa Liberal, com 73% dos votos e 27% de abstenção, tornando-se na quinta presidente do partido e na primeira mulher a ocupar o cargo.

Mariana Leitão sucede assim a Rui Rocha, que ocupou o cargo entre 2023 e 2025 e que tinha anunciado a demissão da liderança em 31 de maio, por considerar que o resultado obtido pela IL nas eleições legislativas tinha sido insuficiente.

Quando a vitória de Mariana Leitão foi anunciada no pavilhão de Alcobaça onde está a decorrer a X Convenção Nacional da IL, alguns militantes do partido bateram palmas e agitaram bandeiras, mas mantiveram-se sentados.

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Cotrim disponível para ser candidato presidencial

  • Lusa
  • 19 Julho 2025

O eurodeputado João Cotrim Figueiredo está disponível para ser candidato presidencial, mas ressalvou que a decisão "não está tomada" e depende do apoio de outras entidades além da IL.

O eurodeputado João Cotrim Figueiredo revelou estar disponível para ser candidato presidencial, mas ressalvou que a decisão “não está tomada” e depende do apoio de outras entidades além da IL, que não especificou. Em declarações aos jornalistas no pavilhão onde está a decorrer a X Convenção Nacional da IL, em Alcobaça, Cotrim Figueiredo foi questionado se tenciona candidatar-se à Presidência da República, após ter dito num discurso que está disponível para “todas as batalhas” e ter ouvido apelos para que avance com uma corrida a Belém.

Eu não tomei a decisão de me candidatar. Tomei a decisão de estar disponível e agora há contactos que se tornam possíveis de fazer, que até aqui não eram possíveis, e que me vão permitir chegar a uma decisão final em breve“, respondeu o também líder da IL entre 2019 e 2023.

Questionado sobre o que é que irá pesar na sua decisão de avançar ou não com uma candidatura presidencial, Cotrim Figueiredo respondeu: “Sem querer revelar muito, a minha ideia é não fazer uma campanha muito parecida com outras que já houve”. “Isso exige disponibilidade de outras entidades para fazerem esse caminho comigo“, frisou.

Interrogado se bastará que a próxima líder da IL, Mariana Leitão, diga que o partido vai apoiar a sua candidatura para decidir avançar, Cotrim Figueiredo respondeu: “Não, eu suponho que esse apoio será natural”. “Não é disso que eu dependo, é de outros contactos e de outras disponibilidades que eu dependo”, afirmou, referindo que já falou com Mariana Leitão sobre o assunto e, questionado se foi desafiado pela futura líder da IL que decidiu manifestar a sua disponibilidade, disse que foi “algo simultâneo”.

Sobre se uma eventual candidatura presidencial não mostra uma IL dependente da sua figura, Cotrim Figueiredo respondeu que tem a certeza de “que haverá quem vá ler isso assim”.

“Também gostava que houvesse alternativas que pudessem assegurar o mesmo tipo de resultados eleitorais, mas posso, sem falsas modéstias, dizer que neste momento não existem”, considerou.

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