Garantia aos jovens para crédito da casa não é “dinheiro a fundo perdido”

O presidente da CGD, Paulo Macedo, está otimista em relação ao rumo da economia. “Se mantivermos os níveis de emprego, acho que para as famílias o pior já passou”, afirma.

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos é um dos candidatos ao prémio de melhor CEO nos Investor Relations and Governance Awards, da consultora Deloitte. Em entrevista ao ECO, alerta que a garantia pública do crédito para os jovens, uma das medidas do Governo para a habitação, tem de ser dada apenas a quem tem condições para fazer face à dívida. Uma avaliação que deve ser feita pelos bancos.

Paulo Macedo está otimista em relação ao rumo da economia e considera que os gestores portugueses estão a lidar bem com a alta dos juros. O “princípio do ano está a ser positivo para as empresas”, ainda que setores como o calçado e o têxtil continuem com dificuldades, afirma. “Se mantivermos os níveis de emprego, acho que para as famílias o pior já passou”, acrescenta.

O presidente da Caixa espera que o BCE não desiluda e baixe as taxas de juro de referência na próxima reunião, em junho. Se não acontecer, “seria outra vez lançar uma confusão e dar sinais contraditórios”.

O contexto de taxas de juro mais elevadas está ainda a levar a uma menor procura por crédito?

A menor procura por crédito obviamente depende do nível das taxas de juro, mas também muito da confiança dos investidores, não só em termos nacionais, mas sobretudo em termos internacionais. A parte geopolítica a que assistimos hoje não ajuda, donde é necessário, a nível europeu e também ao nível nacional, dar estabilidade. Mesmo que às vezes não concordemos com uma determinada política. Eu acho que os empresários preferem ter estabilidade na política, e estabilidade não é um ano e também não é três ou quatro.

Noto aí uma mensagem para o atual enquadramento político nacional.

Não, não vou fazer mensagens, mas sou pela estabilidade. Exceto em situações podres ou anormais, sabemos que a estabilidade é um valor para os investidores.

É mais esse fator que está a travar a procura por crédito do que propriamente o custo?

Na procura de crédito também temos outros fatores, como por exemplo o valor da poupança e das reservas acumuladas pelas empresas. Durante a pandemia, o crédito cresceu substancialmente no sistema financeiro português, através das linhas garantidas do Estado. Uma parte delas que as empresas utilizaram apenas como reserva e, portanto, não utilizaram para tesouraria nem para novos investimentos.

Foi um pé-de-meia que ficou e que tem vindo ou a ser gasto ou a ser amortizado, porque o custo dantes era baixíssimo e agora passou a ser mais significativo. Há também esta questão de algumas incertezas. Por exemplo, tudo o que é alojamento local parou, e a certa altura era um dos motores do crescimento na área económica e com uma forte componente setorial.

Nota uma paragem, por exemplo, também na indústria.

Na indústria não noto uma paragem, noto é poucos novos projetos significativos. Portanto, há muitos projetos, felizmente, de expansão, designadamente das empresas exportadoras. Noto vários projetos de otimização, por exemplo, tudo o que seja energias renováveis, etc., tem havido um grande esforço das empresas e tem havido um financiamento preferencial para isso. Muitos investimentos em termos de eficiência.

Mas novos projetos de fixação de indústria, de facto, temos menos. Projetos que estão anunciados, como os dos chips [microprocessadores] e do lítio, quando se cumprirem todas as questões legais, são bem-vindos e têm que ser desenvolvidos. São projetos que têm maior valor acrescentado que outros. Quando tenho um empregado num restaurante, o valor acrescentado não é o mesmo do que quando está na tal fábrica de chips ou numa fintech. Para o país não é indiferente.

Em junho deverá acontecer [baixa dos juros pelo BCE], porque os números da inflação têm tido uma evolução satisfatória. Face ao diferencial de taxas, acho que é preciso dar este sinal.

O BCE tem vindo a dar o sinal de que pode ser as taxas de juro já em junho. Parece-lhe um calendário adequado?

Nas taxas de juro é difícil fazer muitas previsões. Em junho deverá acontecer, porque os números da inflação têm tido uma evolução satisfatória. Face ao diferencial de taxas, acho que é preciso dar este sinal. A questão que se coloca é se chegamos ao fim do ano nos 3% ou não. Eu acho que talvez seja difícil, mas primeiro deverá haver uma descida em junho.

O mercado vive das expectativas e seria um total gorar de expectativas. No meu entender, não é pôr-me a adivinhar a questão das taxas, se vão subir ou baixar, é uma questão de bom senso face a toda a expectativa dos investidores e dos mercados, que já descontaram este valor e estão a contar. Seria outra vez lançar uma confusão e dar sinais contraditórios.

Materializando-se essa descida, espera que fatores como a procura por crédito comecem a recuperar.

No final do ano passado, a procura tinha baixado e inclusive uma parte substancial da procura era de transferências de créditos, as famílias portuguesas a procurarem melhores condições. Foi uma das formas de resistir à alta das taxas de juro.

Significa que há concorrência no setor.

Significa que a concorrência é muito forte, porque uma grande componente do crédito concedido foi para transferências de créditos. Nestes primeiros meses, continuamos com crédito para transferências de casas, mas temos um pouco mais de crédito para a compra de nova casa. A questão não é só o crédito alto, há a questão da habitação. É preciso que sejam construídas habitações, que escasseiam.

A habitação que está a ser construída tipicamente é uma habitação de preços médios altos ou altos, que tem uma procura que tem sido inelástica. Temos muita procura estrangeira, também de pessoas com muito dinheiro, mas também temos uma procura que precisamos satisfazer, não só para os portugueses, em primeiro lugar, mas para todos os imigrantes que temos.

Temos uma grande certeza de que precisamos de muitos imigrantes, para trabalhar e para as nossas empresas, para contribuir para a economia, para rejuvenescer a economia. Temos que lhes dar habitação também. Falta oferta no mercado.

O pacote de medidas para a habitação que foi recentemente apresentado pelo Governo parece-lhe ir no bom sentido?

Ainda não vi as medidas todas em detalhe. Legislação no sentido de não assustar as pessoas, no sentido de lhes dar mais alguma garantia de estabilidade, no sentido de acelerar processos, de pôr casas no mercado, toda a parte de simplificação de licenciamentos e de acelerar projetos que já estavam previstos no PRR, eu só vejo com bons olhos. Aliás, veja-se um caso paradigmático que são as residências universitárias prometidas para Lisboa. Nós precisamos de residências para estudantes. Já temos até os sítios escolhidos. Alguns estão com letreiros. Vamos ver quanto tempo é que demoram.

Há uma medida que tem relação direta com a banca, que é uma garantia pública para os jovens que recorrem ao crédito habitação. É uma medida positiva?

É uma medida positiva, mas tem que ser muito bem explicada para não gorar expectativas. Obviamente, sou favorável à garantia. Tem que ser dada por uma margem, dentro de um intervalo, e tem que se perceber em que condições. Essa garantia com certeza irá ser dada a quem tem condições, que esteja empregado. Não tem a quantia inicial para despender, mas depois vai conseguir fazer face ao serviço da dívida. As pessoas têm que mostrar que têm capacidade. É uma garantia, não é dinheiro a fundo perdido. E não é garantir 100% da dívida. Isso seria dar casas às pessoas.

É uma garantia, não é dinheiro a fundo perdido. E não é garantir 100% da dívida. Isso seria dar casas às pessoas.

Essa avaliação deve ser feita pelos próprios bancos.

A avaliação, no sentido se a pessoa consegue cumprir, a banca, e designadamente a Caixa Geral de Depósitos, fará de bom grado.

Princípio do ano está a ser positivo para as empresas

Olhando então para as consequências, para famílias e empresas, deste período de juros mais altos. Os gestores portugueses estão a ser capazes de lidar com este contexto?

Acho que lidaram muito bem. E aqui o ECO também tem muito boa informação. Primeiro, eu acho que já podemos dizer hoje – enfim, a nossa observação é limitada, mas mesmo assim é representativa – que 2023 foi um bom ano para as empresas. Temos algumas dificuldades em setores exportadores, designadamente calçado e têxteis, mas quando falamos dos vários setores da economia, foi um ano muito mais positivo do que negativo. E este princípio do ano também.

Está a ser positivo, de acordo com os indicadores que a Caixa tem.

Está a ser positivo. Indicadores da Caixa e também do sentimento. Nós fazemos todos os meses um encontro com empresários, para além de termos os nossos comerciais todos os dias na rua. Às vezes podemos ter uma amostra enviesada, porque falamos mais com empresas exportadoras, falamos mais com empresas de grande dimensão, mas o nosso maior número de créditos, como não podia deixar de ser, é PME. E está a ser positivo.

Pode-se dizer que o pior já terá ficado para trás?

Se mantivermos os níveis de emprego, acho que para as famílias sim. Para as empresas os encargos aumentaram, mas não nos vamos iludir: não tem qualquer comparação com o que as empresas tiveram que suportar no campo da energia, no campo dos novos abastecimentos, de novos fornecedores, o custo dos transportes, ou, simplesmente, o facto de não conseguirem pôr os seus produtos no mercado porque não tinham matérias-primas.

Em Portugal, já há muito tempo não fazemos cenários otimistas e, ultimamente, trabalhamos sempre com o cenário adverso.

Conjugando esses fatores todos, os níveis de incumprimento no crédito subiram, mas de forma ligeira.

Subiram de forma muito ligeira.

E agora vão começar a baixar.

Nós o que temos visto é que eles estão a começar a baixar, designadamente na Caixa. Porque também nós estávamos preparados para o pior. As expectativas macroeconómicas, a não ser que haja algum problema, um extremar de uma guerra, são hoje mais otimistas do que eram há dois anos. Eu costumo dizer que as empresas em geral trabalham com um cenário base e depois com um cenário adverso e, às vezes, com o cenário otimista.

Em Portugal, já há muito tempo não fazemos cenários otimistas e, ultimamente, trabalhamos sempre com o cenário adverso. Portanto, tudo o que vem tem sido mais positivo. Outras empresas têm dificuldades, muitas já de há anos. Não são destes dois anos ou deste ano, são estruturais.

A expectativa é que [a remuneração dos depósitos] vá baixando.

A sua expectativa é que a remuneração dos depósitos vá baixando, acompanhando a descida das taxas de juro?

A expectativa é que vá baixando. Na Caixa, a expectativa é que vá baixando nas remunerações a um ano, etc. Nós a três meses estamos a pagar mais de 3%. Portanto, se reparar 3% mais os encargos que nós temos, mais os custos regulatórios, os custos com contribuições especiais, que são calculados sobre os níveis dos depósitos, nós temos ali sempre um custo fixo de 25 pontos base. Portanto, se tivermos uma taxa de 3% ou 3,1% [nos depósitos], para 3,35% [nos créditos] a margem que temos neste momento é de 0,5 % ou 0,6%.

Essas também vão ajustar mais depressa.

Vamos ajustar mais depressa as taxas de prazo mais longo. Sinceramente, não é minha preocupação a questão do nível das taxas. A preocupação central da Caixa neste momento é a concessão de crédito de boa qualidade. Depois, obviamente, vamos estar atentos ao mercado, nos depósitos. O que a Caixa mostrou neste tempo é que é competitiva, tão competitiva que foi o único banco que publicou as suas taxas dos depósitos a prazo nos jornais, o que já não se fazia há muitos anos.

Também um pouco para orientar o mercado?

Acho que também contribuímos para isso.

Este contexto permitiu gerar resultados recorde. De que forma é que este novo ciclo ajudou o banco a atingir os seus objetivos, nomeadamente numa questão que tem sido muito levantada por si, que é o reembolso da recapitalização. Quando espera concluir esse reembolso?

Esta conjuntura é favorável aos bancos, ponto final. Mas quando as taxas eram negativas, a Caixa também apresentou resultados positivos.

Estes resultados também só estão a ser tão positivos porque o crédito malparado está baixo. Isso deve-se, em primeiro lugar, aos empresários e às famílias que têm cumprido e honrado os seus compromissos. Mas também se deve aos bancos que melhoraram a concessão e a recuperação.

Não desta magnitude. Foram 1.291 milhões de euros em 2023.

Exatamente. Mas também há aqui uma parte que é mérito da Caixa e de alguns bancos. Estes resultados também só estão a ser tão positivos porque o crédito malparado está baixo. Isso deve-se, em primeiro lugar, aos empresários e às famílias que têm cumprido e honrado os seus compromissos. Mas também se deve aos bancos que melhoraram a concessão e a recuperação e, como sabe, isto demorou anos e anos e anos a fazer.

Não é por o acionista ser o Estado, ou o único dever das empresas ser com o seu acionista, não concordo com isso, mas não esquecemos que foi o Estado que esteve nos maus momentos. Não foi nos bons e nos maus, esteve nos maus momentos, em 2013 e 2016/2017, quando pôs uns milhares de milhões de euros. Ainda que simbolicamente, como sabe isto não é uma questão de devolver, mas obviamente queremos fazer isso e queremos fazê-lo o mais depressa.

Já este ano, no próximo?

Temos primeiro que gerar os resultados, que geramos, ter valores distribuíveis, que temos. Depois temos ainda que ter aquele buffer, com aquele palavrão do MREL [requisito mínimo de fundos próprios e de passivos elegíveis]. Preciso de manter esse buffer de dívida subordinada que os bancos têm que emitir, mesmo que não precisem dela para nada, como é o caso da Caixa.

Para servir de almofada.

Para servir de almofada. Depois depende também das autorizações das autoridades e do acionista, que têm que dar uma orientação sobre sobre a política de dividendos.

Mas mantém o objetivo.

Mantenho o objetivo que disse o ano passado, que é ser o mais depressa possível, sendo o horizonte máximo 2025, a não se mudar nada.

Cibersegurança é um dos maiores riscos da banca

O tema da 36.ª Edição dos Investor Relations and Governance Awards é “Upskaling Human Strenght”, centrado no papel da inteligência artificial para potenciar os negócios e o desenvolvimento humano. Olhando para o negócio bancário e para a Caixa, qual vai ser o impacto?

Temos um conjunto de aplicações de inteligência artificial já significativo, por exemplo, na nossa assistente digital. Ela ouve. Ela fala. Ela vê, lendo documentos. E ela pensa. Quatro das funções humanas estão já na inteligência artificial que nós disponibilizamos numa coisa tão simples como a nossa assistente digital.

Onde é que nós achamos que vamos conseguir ir mais longe? Por exemplo, naquilo que é toda a parte de call centers? Hoje temos call centers em vários bancos no mundo que já conseguem responder a 60%, 70% das já chamadas de forma clara, recorrendo apenas à inteligência artificial. Temos uma ambição também de fazer isto para outras formas de correspondência, como emails, cartas, etc. E depois a inteligência artificial nas bases de dados e nos algoritmos de crédito.

Nós vamos fixar nos scorecards para as diferentes áreas o que é que elas se autopropõem a utilizar com a inteligência artificial.

Que vai permitir, por, exemplo, reduzir o risco.

Vai permitir reduzir o risco e vai permitir realocar a outras funções. Os bancos todos têm vindo a reforçar as suas áreas de risco e de compliance, que são a segunda linha de defesa, e têm vindo também a reduzir a sua primeira linha de defesa, que são os comerciais. Porquê? Porque as pessoas não vão às agências. E vão fazê-lo cada vez menos. Outra coisa é ir às empresas e visitar.

Nós precisamos não só que os nossos comerciais vão às empresas por uma questão, entre aspas, comercial, mas também de conhecer o cliente e a tal primeira linha de defesa funcionar efetivamente de uma forma mais próxima. Para nós, a grande questão é como é que vamos materializar isto num prazo de um a três anos? A inteligência artificial veio para ficar.

Mas há um plano de investimento definido?

Nós temos já um plano definido, designadamente nestas áreas em concreto, de que lhe falei. Eu depois dou aqui muitas pistas à concorrência… Nós vamos fixar nos scorecards para as diferentes áreas o que é que elas se autopropõem a utilizar com a inteligência artificial. Temos uma parte que é centralizada, onde já temos umas dezenas de pessoas de data science, analytics e inteligência artificial, mas queremos também descentralizar para que cada cada área por si própria possa avaliar o que é que pode fazer.

Quando se fala de inteligência artificial interativa, fala-se obviamente das oportunidades, como mencionou, mas também de algumas ameaças. Uma é a questão da ética na utilização da inteligência artificia. Estava a referir, por exemplo, a utilização de algoritmos na concessão de crédito. Como é que se utiliza a inteligência artificial de forma ética?

De uma forma muito cuidadosa, por exemplo, através das autorizações dos clientes. Por exemplo, uma coisa que é o mais banal, que toda a gente faz, é incorporar nos seus sistemas de venda toda a parte de informação dos gostos, das preferências, quem é que contacta, etc. Quando sem solicitarmos a ninguém, nos aparece no telemóvel uma sugestão de um caminho ou de um livro para comprar. Na Caixa, nós não temos utilizado esse tipo de informação pessoal. Nunca vi ninguém a opor-se a que a Netflix utilizasse e é bastante intrusivo. A banca não está aí, a portuguesa pela menos.

Para mim, dos maiores riscos na banca, neste momento, é talvez o da cibersegurança. Preocupa-me bastante mais do que se a inteligência artificial vai substituir um humano ou não vai.

Outra questão que se coloca tem a ver com os riscos de cibersegurança, que serão ampliados com a utilização da inteligência artificial.

Irão ser ampliados, designadamente com as possibilidades muito maiores da desencriptação. Temos, por um lado, a inteligência artificial, mas também temos toda a questão dos computadores quânticos que vão ter uma capacidade para desencriptar enorme. Todo o nosso sistema está feito, em termos de segurança, de comunicações encriptadas, de passwords encriptadas, de conversas que são encriptadas.

Esse cenário assusta-o?

Para mim, dos maiores riscos na banca, neste momento, é talvez o da cibersegurança. Preocupa-me bastante mais do que se a inteligência artificial vai substituir um humano ou não vai.

Acha que vai?

O humano que tem mais a temer é aquele que competir com outra pessoa que sabe utilizar inteligência artificial melhor do que ele.

Voltando à cibersegurança, notam já um aumento do número de tentativas e de ataques?

É uma coisa que eu não comento muito, mas temos menos alguma atividade neste ano. O ano passado tivemos um forte e sistemático conjunto de ataques.

Que com a Inteligência artificial poderão ser potenciados?

Esperemos que não. Mas há uma possibilidade.

Temos menos alguma atividade neste ano. O ano passado tivemos um forte e sistemático conjunto de ataques.

  • Diogo Simões
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