Laura Tavares: O que realmente são ciberameaças e como a Innovarisk as enfrenta

É especialista em risco cibernético na Innovarisk, agência de subscrição que também representa a Hiscox e é coverholder no Lloyd's. Revela que os ataques estão a acontecer e como lidar com eles.

Laura Tenreiro Tavares, 29 anos, é quem recomenda – ou não – aceitar os riscos cibernéticos na Innovarisk, a agência de subscrição especialista em seguros especiais e originais que também representa o grupo Hiscox e atua como coverholder do Lloyd’s.

Engenheira civil pelo IST – Técnico e com mestrado em gestão pela Nova SBE, entrou para a Tranquilidade após os estudos, transitando em 2017 para a Innovarisk.

De entre os novos riscos, os relacionados com a cibernética são, já neste momento, dos mais concretos e custosos para as empresas atingidas e também para aqueles que as seguram.

Em entrevista a ECOseguros, Laura Tavares explica como pensa e vê o estado da arte quanto à forma como a indústria seguradora e clientes estão a reagir a crimes cada vez mais sofisticados.

Seguros são resposta imediata a ataque, empresas precisam de se defender, os casos PT, CUF e Champalimaud

Revela que os incidentes estão mesmo a acontecer em Portugal e que as empresas não sabem como lidar com as suas consequências, embora às próprias empresas compete minorar os efeitos dos ataques. Os seguros são hoje uma resposta imediata e completa a uma crise, para tentar recuperar os sistemas rapidamente. Diz que ainda é difícil conseguir identificar os hackers, apesar da troca de informação que está a acontecer entre quem vigia. Explica o que atacou os sistemas da PT, Hospitais da CUF e a Fundação Champalimaud.

 

Prémios, franquias, carência, os riscos apetecíveis e os recusados, o alto risco de um ataque a PME’s

É possível diminuir as falhas humanas que abrem portas aos hackers, essa atitude ajuda as seguradoras a definir melhores prémios, carências e franquias. As PME’s podem não ter os maiores sinistros, mas têm-nos suficientemente grandes para as obrigar a fechar.

Seguradoras não estão imunes, bancos terão grandes consequências e o relato de casos curiosamente originais

Laura Tavares afirma que é grande, em consequências, o risco de um ataque a bancos, e que as seguradoras têm genericamente uma boa segurança, mas não estão imunes a ofensivas. Termina com o relato descritivo de dois exemplos curiosamente originais em que mostra como as novas ameaças cibernéticas são imprevisíveis e engenhosas.

Para esta especialista em risco, os cibercriminosos estão para ficar, cada vez mais sofisticados, e as respostas estão na prevenção e reação rápida. É nestes pontos que recomenda a ação das seguradoras.

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