Portugal não está condenado à estagnação económica. O imperativo desta geração é criar as condições para Portugal ser viável para as gerações futuras. E Portugal só é viável com crescimento económico.
Desde o final do ano 2000, o rendimento per capita dos portugueses cresceu apenas 0,7% ao ano. Nos vinte anos anteriores, o crescimento tinha sido de 2,9% ao ano. E de 1960 a 1979, o crescimento foi de 4,6% ao ano. Estas diferenças na taxa de crescimento anual implicam grandes variações ao fim de vinte anos: em 1979 o rendimento per capita era duas vezes e meia o de 1960. Em 2019, o rendimento per capita foi apenas 15% superior ao do ano 2000. Nada disto é novidade, mas visto de outra perspetiva, se tivéssemos crescido nestes últimos 20 anos ao ritmo dos anos 60 e 70, o nosso rendimento per capita seria hoje igual ao da Alemanha. Se tivéssemos continuado a crescer ao ritmo dos anos 80 e 90, o rendimento per capita seria igual ao da França [i].
Deixem-nos repetir: se tivéssemos crescido nos últimos vinte anos, como crescemos no fim do século XX, teríamos agora um rendimento per capita semelhante aos mais ricos dos nossos parceiros europeus!
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