Seis impactos do 11 de Setembro que perduram até hojepremium

A brutal tragédia ainda molda, 20 anos depois, o mundo em que vivemos. Temos sociedades mais securitárias, menos liberdades e garantias, uma nova ordem geopolítica e um sistema financeiro diferente.

Há 20 anos, terroristas da Al-Qaeda usaram quatro aviões, como se de mísseis se tratassem, para atacar símbolos maiores dos Estados Unidos. Dois embateram nas torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, que colapsaram por completo. Outra aeronave caiu no Pentágono, a sede do Ministério da Defesa e uma quarta, com destino a Washington, acabaria por se despenhar num campo da Pensilvânia. A tragédia provocou 2.977 mortos e deixou muitos outros com sequelas físicas e mentais. As consequências vão muito além das vítimas. O mundo mudou com o “9/11” e o seu impacto ainda hoje se faz sentir em muitos domínios.

1. Maior poder dos governos para vigiar cidadãos

Os ataques de 11 de setembro foram o rastilho para a criação do que alguns consideram ser o primeiro "Big Brother", popularizado pelo romance "1984", de George Orwell. Nova legislação conferiu aos Estados poderes muito mais alargados para a vigilância e invasão da privacidade dos cidadãos, ampliados pelas novas possibilidades tecnológicas. Um mês depois dos atentados, entrava em vigor o Patriot Act que, entre outras alterações, facilitou o acesso às chamadas telefónicas domésticas e internacionais e comunicações privadas através da Internet. Mudanças que, em boa parte, nunca foram revertidas.

"Tivemos nas sociedades democráticas um assalto à privacidade. Temos sociedades mais securitárias. Toda esta vigilância não seria possível sem esse condicionalismo criado pelo 11 de setembro. Com a covid-19 agravou-se. É uma escalada e é muito preocupante", assinala Vasco Rato, antigo presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Desvalorizámos as liberdades e garantias. A sociedade é muito mais condicionada.

Vasco Rato

Antigo presidente da FLAD e professor auxiliar da Universidade Lusíada de Lisboa.

"A crise das democracias também pode ser uma consequência do enfraquecimento das liberdades e garantias. Desvalorizámos as liberdades e garantias. A sociedade é muito mais condicionada", acrescenta o professor auxiliar da Universidade Lusíada de Lisboa.

A dimensão desta vigilância seria denunciada por Edward Snowden, em 2013, com a divulgação de que a National Security Agency estava a gravar e analisar conversas telefónicas de dezenas de milhões de americanos. O mesmo acontecia em relação às comunicações e atividade na Internet, com o acesso aos servidores de empresas como o Facebook, Google, Microsoft ou Yahoo!, através do programa PRISM. O Reino Unido também usou a tecnologia. A vigilância estendeu-se a pessoas e instituições do estrangeiro, como a chanceler alemã, Angela Merkel.

"O valor da privacidade é um valor supremo, mas tem de existir em paralelo com a garantia da segurança", realça o general Luís Valença Pinto. "Há abusos, mas no Ocidente não há estados policiais e repressivos criados sob o pretexto do combate ao terrorismo", considera.

Um desses abusos será a prisão indefinida sem julgamento e tortura a que foram sujeitos os detidos na prisão de Guantano, na base americana em Cuba, criada pela administração Bush em 2002. "Não se compreende que ainda existam tribunais secretos no âmbito do Patriot Act. A qualidade da democracia americana sofreu muito", afirma Vasco Rato.

O professor no departamento de Relações Internacionais da UAL e investigador integrado do OBSERVARE, salienta "o enorme estímulo à cooperação internacional" em matéria de segurança que se seguiu aos atentados. "Percebeu-se que as polícias tinham de conversar umas com as outras, trocar informação". Ainda que com falhas, como nos atentados terroristas de novembro de 2015 em Paris, em que as autoridades belgas já tinham informação sobre os autores e não as partilharam com as francesas, a comunicação entre polícias, interna e externamente, é hoje muito melhor, realça.

2. O novo papel dos EUA no mundo

A "Guerra Global ao Terror", convocada por George W. Bush, levou os EUA a reforçarem os laços com os seus aliados históricos e a alcançar novos. A NATO ganhou nova preponderância, com o Artigo 5º do Tratado de Washington ("As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas") a ser acionado pela primeira vez.

O Presidente George W. Bush a bordo do Air Force One durante um voo para uma base aérea no Omaha, a 11 de setembro de 2001. EPA/Doug_MillsEPA/Doug_Mills

"Os atentados marcaram o fim do unipolarismo americano que tinha emergido no pós Guerra Fria, quando os EUA ficaram sozinhos na praça dos poderes mundiais. Expuseram fragilidades e vulnerabilidades do poder norte-americano e, ao mesmo tempo, evidenciaram que os EUA precisavam de agir em conjunto com outros poderes na abordagem aos problemas do Mundo". Para o general Luís Valença Pinto, isso conduziu ao reforço de instituições como o G7 e o G20 e a aproximação a países no Médio Oriente, como a Turquia, na Ásia, como a Índia ou a Indonésia, ou em África.

Uma necessidade criada pelo "transnacionalismo do terrorismo, que passou a ser cozinhado e fabricado num país para ser aplicado em qualquer outro, como depois se viu com os atentados em Londres ou Paris", acrescenta o professor da Universidade Autónoma de Lisboa.

Os ataques levaram os EUA para duas guerras. Primeiro com a invasão do Afeganistão, logo a 7 de outubro de 2001, no quadro da NATO. E, em 2013, com a invasão do Iraque, ainda que o conflito tivesse raízes anteriores, na Guerra do Golfo de 1991. "Abriu-se uma página nova, com uma atitude muito ativa e empenhada, e também pouco cuidada, em relação ao 'Grande Médio Oriente'", considera o Luís Valença Pinto.

Uma estátua de Saddam Hussein cai ao ser derrubada por um veículo blindado dos EUA na praça al-Fardous, em Bagdade, a 09 de abril de 2003. EPA PHOTO AFPI/RAMZI HAIDAREPA PHOTO AFPI/RAMZI HAIDAR

Os anos mais recentes trouxeram alguma pacificação, com os Acordos de Abraão, assinados por Donald Trump. "Foram uma grande mudança na política do Oriente Médio e contribuíram positivamente para melhorar as relações na região. Pela primeira vez tivemos Estados árabes a trocar embaixadores com Israel. Biden não repudiou os acordos", assinala Mark Meirowitz, professor na State University of New York (SUNY) Maritime College. "A grande questão é o Irão. O país vai desenvolver armas nucleares? As negociações para um novo acordo não estão a correr muito bem".

O mandato de Donald Trump significou, por outro lado, um esfriar das relações com a União Europeia, que se tornaram até tensas devido às questões comerciais, em particular com a Alemanha. E também com a NATO, que "esteve completamente paralisada durante quatro anos", assinala Luís Valença Pinto. A doutrina passara a ser o "America First".

Temos de pensar que o processo isolacionista é mais vasto do que Donald Trump e tem um eco profundo na sociedade americana.

General Luís Valença Pinto

A retirada das tropas do Afeganistão pretende fechar um capítulo aberto com o 11 de setembro, mas evidencia que o posicionamento dos EUA não mudou muito com Biden. "Hoje predomina uma indisposição para estar presente nos assuntos externos. Apesar da retórica, o empenho que os americanos vão ter na Europa não será o do passado. A desconfiança recente foi provocada pelo Afeganistão. Mas é muito mais profunda", acredita Vasco Rato.

O investigador do OBSERVARE recorda o "America is back" proferido por Joe Biden na visita à Europa, em janeiro, para dizer que não há segurança sobre essa afirmação. "Estamos num momento de grande incerteza. Os EUA não transmitem solidez de atitudes. Temos de pensar que o processo isolacionista é mais vasto do que Donald Trump e tem um eco profundo na sociedade americana", diz Luís Valença Pinto. O apoio cada vez menor às guerras no estrangeiro, evidenciado nas sondagens, aponta no mesmo sentido.

"As cimeiras com a NATO, o G7 e a UE foram grandes sucessos, mas a retirada do Afeganistão sem aviso prévio criou ceticismo nos europeus, particularmente em França, onde têm havido declarações sobre uma autonomia estratégica dos EUA, e no Reino Unido, onde os deputados expressaram preocupações sobre se poderão contar com o apoio dos EUA numa futura crise", afirma

A NATO, a União Europeia e o G7 são fundamentais para a política externa dos EUA e a paz mundial.

Mark Meirowitz

Professor da State University of New York (SUNY) Maritime College

Na opinião de Vasco Rato, "as guerras que se seguiram ao 11 de setembro traduzem uma preocupação exagerada com o terrorismo, esquecendo outros assuntos, como a ascensão da China. Só nos últimos anos se regressou a uma preocupação com a rivalidade entre as grandes potências e o terrorismo passou para segundo ou terceiro plano". Para o antigo presidente da FLAD, "o período que vivemos agora é muito parecido com as últimas décadas do século XIX e até 1914, quando tivemos um mundo multipolar e ocorreu uma transferência de poder do Reino Unido para os EUA e a ascensão da Alemanha, que levou à I Guerra Mundial".

3. Islamismo confundido com terrorismo

Os atentados mudaram radicalmente a forma como o islamismo é visto no Ocidente. Uma imagem que perdura até hoje. "Há um grande preconceito em relação ao islamismo, que é identificado com o terrorismo, e não há vozes suficientes a fazer uma leitura correta, a marcar a diferença", afirma o general Luís Valença Pinto, sublinhando o papel que o Papa Francisco tem tido nesse esforço.

Segundo um relatório do Pew Reserch Center, divulgado no 15º aniversário do 11 de setembro, o número de ataques a muçulmanos nos Estados Unidos tinha crescido quase 50%.

"O mundo islâmico passou a ser percecionado através do prisma do terrorismo, quando é muito mais do que isso", diz também Vasco Rato. "As generalizações são complicadas porque se ignoram os aspetos positivos e até aliados, como Marrocos", acrescenta.

Os atentados levaram os EUA a restringir a imigração e o número de deportações disparou, saltando para o dobro nos primeiros anos de Barack Obama como presidente. A retórica contra os muçulmanos ganhou nova força com a eleição de Donald Trump, que nos seus discursos e tweets recuperou a mensagem da ameaça islâmica. Em 2017, assinou ordens executivas que praticamente proibiam a entrada no país de cidadãos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen.

A colagem do islamismo ao terrorismo acabou por condicionar também as políticas deste lado do Atlântico. "As pessoas quando pensam em mundo islâmico associam a terrorismo e isso contribuiu para estruturar as reações em relação aos refugiados na Europa, também eles vistos como terroristas", aponta o professor auxiliar da Universidade Lusíada de Lisboa. Estudos apontam para que tenham sido construídos mil quilómetros de muros no Velho Continente, entre 2015 e 2018, para travar o avanço dos migrantes.

Para o general Luís Valença Pinto, "o tratamento da questão do radicalismo islâmico tem de ser feita a partir de dentro" dos próprios países, defendendo a necessidade de dar força às correntes xiitas e sunitas, mais moderadas.

4. Crescimento do bipolarismo na política americana

Na ressaca do 11 de setembro, a sociedade norte-americana uniu-se no combate ao terrorismo. Quase 80% dos inquiridos numa sondagem do Pew Research Center, publicada após a invasão do Afeganistão, afirmaram ter segurado ou exibido uma bandeira do país. Essa percentagem está agora abaixo dos 25%.

Nos últimos anos o fosso cultural e partidário cresceram significativamente, evidenciando uma sociedade cada vez mais dividida entre conservadores e progressistas, republicanos e democratas. Para Vasco Rato, os atentados contribuíram, há 20 anos, para este fenómeno. "O 11 de setembro gerou um estado de sítio e focou muito a questão do islamismo, a questão identitária. Criou um caldo cultural em que estas coisas cresceram, promoveu estas clivagens, que sem isso não teriam crescido tanto. O 11 de setembro criou um clima de agressividade muito grande", defende.

O antigo presidente da FLAD considera ainda que a ausência de um propósito unificador também está a contribuir para o divisionismo. "Não havendo uma estratégia a longo prazo sobre o que o país é e qual o seu papel no mundo, cria-se instabilidade e polarização. Se não houver coesão interna não pode haver coesão externa", afirma. "Quando se partidarizam questões de saúde pública, como o uso de máscaras, onde é que isto vai parar?"

"Com a ascensão dos talibãs e o ataque suicida a 13 soldados americanos, as questões são se a Al-Qaeda e outros grupos terroristas conseguirão estabelecer-se no Afeganistão e se os talibãs irão permitir que grupos terroristas usem o país novamente como base para ataques aos EUA.”

Mark Meirowitz

Professor da State University of New York (SUNY) Maritime College

Para Mark Meirowitz, a questão do terrorismo não está necessariamente ultrapassada. "O 11 de setembro está marcado na memória de cada americano e nunca será esquecido. Com o passar dos anos, a memória ainda está lá, mas retrocedeu um pouco. Nos últimos 20 anos, a Al-Qaeda foi removida do Afeganistão, Bin Laden foi morto e não houve nenhum desses ataques terroristas nos EUA. Com a ascensão dos talibãs e o ataque suicida a 13 soldados americanos, as questões são se a Al-Qaeda e outros grupos terroristas conseguirão estabelecer-se no Afeganistão e se os talibãs irão permitir que grupos terroristas usem o país novamente como base para ataques aos EUA".

"Não ter botas militares no Afeganistão ou uma base na região é uma vulnerabilidade. Usar recursos 'over the horizon' a partir dos Emirados Árabes Unidos não é eficiente. A forma como a retirada foi implementada por Biden está obter avaliações baixas do povo americano nas sondagens. Enquanto houver cidadãos americanos ou afegãos que trabalharam com os EUA retidos no país, isso permanecerá no topo da agenda", defende o professor da State University of New York Maritime College.

5. Maior transparência no sistema financeiro

O impacto na economia foi forte, mas de curta duração. O setor segurador, da aviação e o turismo na cidade de Nova Iorque foram os mais atingidos, mas tal como a bolsa, a economia acabaria por recuperar rapidamente do embate. As consequências mais duradouras ocorreram nos serviços financeiros, devido ao combate ao financiamento do terrorismo.

"Do ponto de vista económico, houve um impacto curto e limitado. Houve ali uma crise de confiança. O impacto maior tinha sido no ano anterior, quando rebentou a bolha das tecnológicas", lembra António Nogueira Leite, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Ainda assim, houve "mudanças que ficaram para o futuro, no que toca ao branqueamento de capitais e ao conhecimento do cliente bancário. As instituições passaram a ter de pedir mais informação aos clientes e a prestar mais informação" aos supervisores e autoridades.

As regras de compliance das instituições financeiras são hoje muito mais complexas e pesadas, nos EUA e na Europa. A sua violação veio acompanhada de coimas milionárias, muitas delas pagas por bancos europeus. O britânico HSBC teve de desembolsar 1,92 mil milhões de dólares em 2012, pela violação das regras de prevenção do branqueamento de capitais. O Deutsche Bank teve de desembolsar 630 milhões em 2017 por processos no Reino Unido e nos EUA. Este último país apertou ainda mais a malha este ano, com a aprovação do pacote legislativo de combate à lavagem de dinheiro mais amplo desde o Patriot Act.

"A necessidade de combater o financiamento do terrorismo trouxe maior transparência nas transações financeiras. Muitas outras atividades ilícitas passaram a ter a vida mais dificultada", assinala o economista, que realça ainda a maior facilidade na troca de informação entre países.

A Operação Marquês ou partes da acusação do BES teriam sido impossíveis de investigar, porque as autoridades que trocaram informações com Portugal não o teriam feito nos anos 90.

António Nogueira Leite

professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa

"A Operação Marquês ou partes da acusação do BES teriam sido impossíveis de investigar, porque as autoridades que trocaram informações com Portugal não o teriam feito nos anos 90", considera António Nogueira Leite. "Levou a uma alteração radical do paradigma da banca suíça. O sistema financeiro é muito mais transparente do que há 20 anos".

Na sua opinião, a preocupação com a transparência acelerou mudanças que já estavam em marcha, nomeadamente na gestão das empresas, com a adoção de novas regras de corporate governance mais exigentes. "Os arautos da reserva ficaram com menos argumentos", defende o economista.

6. Regras de segurança mais apertadas no transporte aéreo

A tomada de controlo dos aviões da American Airlines pelos terroristas mudou de forma permanente as exigências de segurança no transporte aéreo. O controlo dos passageiros nos aeroportos tornou-se muito mais invasivo e demorado, passou a existir uma longa lista de objetos proibidos a bordo e os líquidos só são permitidos em quantidades muito reduzidas. As visitas ao cockpit do avião acabaram.

Antes da pandemia da covid-19, o acontecimento com maior impacto no tráfego aéreo tinham sido os atentados do 11 de setembro de 2001. A quebra foi particularmente severa nos Estados Unidos, mas apanhou o resto do mundo. Foram necessários cerca de seis anos para as companhias recuperarem a capacidade anterior. Segundo um estudo de 2007 de dois economistas da Cornell University e um colega da Indiana University Bloomington, as restrições de segurança contribuíram para esse longo período de retoma. Não só devido ao incómodo criado aos passageiros, mas porque o tempo mais prolongado nos aeroportos retirou vantagem comparativa face a outros meios de transporte. A resposta foi dada pela tecnologia.

"Uma das principais alterações causadas pelos atentados de 11 de setembro foi, inequivocamente, a implementação de procedimentos automáticos de controlo e processamento de passageiros. Desde a aposta em formação dos colaboradores do aeroporto e das companhias aéreas em segurança, até à implementação de scanners corporais e procedimentos automatizados de reconhecimento facial", sublinha Jean-François Lennon, vice-presidente e Head of Strategic Sales & Global Partnerships da Vision-Box, uma empresa portuguesa de tecnologia de segurança, com soluções implementadas em aeroportos por todo o mundo.

Os ataques de 11 de setembro foram um momento fulcral para uma nova era de desenvolvimento tecnológico nos sectores do turismo e transportes.

Jean-François Lennon

Vice-presidente e Head of Strategic Sales & Global Partnerships da Vision-Box

"Os ataques de 11 de setembro foram um momento fulcral para uma nova era de desenvolvimento tecnológico nos setores do turismo e transportes. Os efeitos no tratamento e segurança dos passageiros exigiram a implementação urgente de soluções tecnológicas que aliviassem e racionalizassem as novas medidas de segurança que foram postas em prática", destaca também o responsável. "Agora, estamos a avançar para uma nova era de passaportes digitais e verificação biométrica, na tentativa de criar uma experiência seamless para os passageiros - longe do processamento manual", acrescenta.

Apesar destas tecnologias contactless no controlo de fronteiras e no check-in de passageiros já estarem a ser utilizadas, Jean-François Lennon afirma que ainda existe uma margem significativa de melhoria: "Através da tecnologia biométrica, é possível minimizar as interações humanas, diminuir o tempo no processamento de passageiros nos aeroportos e criar assim, uma experiência única".

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos