A popularidade política vive-se no imediato; já os benefícios da estabilidade de preços só se sentem a médio prazo. A inflação está para ficar.
Na sequência da pandemia, as medidas de política orçamental tornaram-se declaradamente acomodatícias, juntando-se assim ao expansionismo monetário vigente desde há muito. Por outras palavras, os governantes colocaram a carne toda no assador. Em Portugal, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem acompanhado
as respostas nacionais de política orçamental à Covid-19, a resposta do governo português foi equivalente a 11,3% do PIB (entre Janeiro de 2000 e Junho de 2021). Em comparação com outros países, a resposta nacional tem sido tímida sobretudo nas medidas que o FMI classifica como “liquidity support – below the line measures”. Esta rubrica engloba genericamente as despesas de capital, que incluem ajudas directas de Estado (injecções de capital e empréstimos) e os
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