Como vender em tempos de Covid. Escritório físico ou Escritório digital

  • João Veiga
  • 17 Novembro 2021

João Veiga, country manager da MPM Software, antecipa uma nova vaga pandémica e refaz o manual de procedimentos já de acordo com a experiência adquirida por um ano e meio de Covid-19.

Mais de um ano e meio desde o início da pandemia, ainda hoje não recuperámos a tão almejada normalidade. E dada a situação actual em que nos encontramos, tudo aponta para o facto de que as medidas e restrições de segurança vão estar connosco durante bastante tempo. Tendo isto em conta, como podem os mediadores continuar a vender num escritório físico?

Como vender em tempos de Covid

A primeira medida tomada desde a altura do confinamento foi a de iniciar o teletrabalho. Embora inicialmente houvesse uma certa relutância como resultado da própria natureza dos seres humanos, pouco a pouco temos vindo a habituar-nos a ela. Contudo, existe ainda uma lacuna no que respeita a uma multiplicidade de circunstâncias que podem ocorrer durante o horário de trabalho, bem como uma tendência para que estas se prolonguem para além do horário estipulado.

Por outro lado, as próprias empresas também tiveram de levar a cabo um processo de reorganização e uma adaptação de emergência à digitalização. Todos os mediadores que ainda não tinham optado pela utilização de software na Cloud, viram-se na obrigação de o fazer para poderem continuar com a sua actividade.

Mas depois desta medida inicial que já assimilámos, que outras medidas deveriam os mediadores de seguros tomar para se adaptarem às novas necessidades dos dias de hoje num escritório físico e continuarem a prestar os seus serviços sem riscos?

Adaptação do escritório físico

Desde que a metodologia de trabalho não mude completamente para a de um escritório virtual, os escritórios físicos devem respeitar os regulamentos relativos à capacidade, distâncias de segurança e medidas de proteção.

Quando os escritórios não têm um número excessivamente elevado de colaboradores e as visitas de clientes não são massivas, a utilização de painéis ou divisórias protetoras de acrílico, juntamente com máscaras, são suficientes para continuar com as interações entre empresa e cliente sem risco. Outra alternativa é criar um sistema baseado em agendamentos que evite as aglomerações, mas que ainda permita que o cliente seja atendido como habitualmente.

Por outro lado, no caso em que as entradas e saídas sejam muito frequentes, existe também a possibilidade de instalar sistemas biométricos de reconhecimento facial. Podem ativar ou restringir o acesso automaticamente, sem contacto com o monitor e mantendo assim uma distância de segurança.

Novos canais para as relações com clientes e equipas

Quando a deslocação física não é possível ou simplesmente prefere-se optar por opções mais seguras, os mediadores devem oferecer novos canais de comunicação. Como anteriormente as reuniões ou marcações costumavam ter lugar presencialmente num escritório físico, o telefone não era utilizado por ser um meio demasiado impessoal, sendo que as video-chamadas eram vistas como demasiado intrusivas.

No entanto, adaptámo-nos à interação a partir de casa. Agora, tanto o telefone como a video-conferência fazem parte do nosso quotidiano e podem ser utilizadas indistintamente com as marcações presenciais, não só com os clientes, mas também com a própria equipa comercial. As video-chamadas permitem à equipa permanecer unida num escritório virtual e manter os laços emocionais de apoio.

Redes sociais e chats

Para além destes canais, as redes sociais são também outro canal com um elevado potencial. Não só permitem criar uma comunidade com os seus seguidores, como também facilitam uma interação rápida e de proximidade para o cliente. Finalmente, e face à instabilidade económica, os clientes exigem mais informação, e um dos canais escolhidos é o WhatsApp, que para além de facilitar a documentação também se revelou útil para o envio de fotos de riscos.

Digitalização de procedimentos

Desde o início da pandemia, todas as aberturas de conta tiveram de ser realizadas por correio eletrónico. Devido à comodidade e economia de tempo, os clientes estão abertos a continuar com este procedimento. É, portanto, a vez dos mediadores digitalizarem todos os trâmites relativos à documentação e darem lugar a um escritório digital.

Após quase dois anos de instabilidade e mudanças contínuas, tornou-se claro para nós que o que inicialmente parecia inalcançável passou a fazer parte da nossa normalidade. E para além dos procedimentos e comunicações digitais, as próprias transações deram o grande salto para a via digital. Uma alternativa que continua a demonstrar as suas vantagens e que, tal como as restrições, parece que por agora também vão ficar connosco.

  • João Veiga
  • Country Manager da MPM Software em Portugal

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