“Driven by creativity”. O que nos espera amanhã.

No simbólico amanhã (dia 4 de maio, mas também o futuro como o iremos conhecer), vamos querer marcas que nos tragam um sentimento de SEGURANÇA, APOIO e INSPIRAÇÃO.

Num statement sem precedentes, a YSL anunciou esta semana que, consciente das atuais circunstâncias e das suas ondas de mudanças radicais, decidiu assumir o seu próprio ritmo e calendário. Mais do que nunca, a marca quer legitimar o valor do tempo, controlar a forma como se relaciona com as pessoas, aproximando-se delas no seu próprio espaço e nas suas vidas. Uma estratégia “firme” diz a Casa, que deixará de apresentar as suas coleções de acordo com calendários rígidos de moda, assumindo o seu próprio calendário e lançando no mercado novos produtos com uma nova perspetiva, e que é “driven by creativity”.

Fez-se história. Diz um dos comentários nas redes socais da marca. E não é para menos. Os tempos que vivemos são de facto históricos e guiados pela criatividade ou por outro driver, amanhã vamos encontrar um mundo diferente.

A Cóvid-19 foi um acelerador de mudanças globais – em todas as indústrias talvez das mais profundas mudanças das nossas vidas no último século, e levou ao aparecimento daquele que já é apresentado como o consumidor C – de Coronavírus, todos aqueles que não vão conhecer o mundo antes das mudanças que vivemos, uma geração insegura, mas também mais solidária. Fala-se que são os bebés, as crianças, mas também todos os que estão prontos para se estrear numa carreira profissional. A questão que me tenho colocado é se não seremos todos?

E no simbólico amanhã (dia 4 de maio, mas também o futuro como o iremos conhecer), vamos querer marcas que nos tragam um sentimento de SEGURANÇA, APOIO e INSPIRAÇÃO. Depois de recuperarmos da pandemia, ou enquanto encontramos as melhores formas de a combater, será o momento de repensar antigas formas de pensamento.

O que já sabemos? Que vamos querer gastar menos mas que estamos disponíveis para pagar mais por produtos que nos tragam uma certa sensação de conforto; que vamos querer estratégias que nos tragam segurança; que as compras online vão continuar a crescer; que teremos mais medos ( na saúde, nas finanças…); que vamos querer marcas mais transparentes; que vamos entender melhor o valor do DATA; que vamos olhar para o retalho físico como uma casa, onde queremos sentir-nos seguros e protegidos…

O que já sabemos também? Que a vida será vista como um novo luxo (uma oportunidade para as marcas criarem conteúdos relevantes e relações mais profundas com os consumidores); que a saúde será um novo luxo; que o real-time em experiências digitais será um novo luxo (depois da Shangai Fashion Week em março, transmitida em livestream e que permitia estar na primeira fila a partir de casa, a ver e a comprar no momento, vamos querer voltar atrás?) …

Estaremos preparados? O simbólico amanhã trará algumas respostas. Outras iremos continuar a procurar… como costumo colocar como legenda em muitos post no Instagram #coolhunting #stillcool #stillhunting.

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