Empresas públicas sem rei nem roquepremium

As conclusões do Conselho das Finanças Públicas são estarrecedoras. Entre as 143 entidades que em 2020 constituíam o sector empresarial do Estado, havia 33 que estavam tecnicamente falidas.

Nos últimos anos, a despesa de capital do Estado tem aumentado sistematicamente, mas não sob a forma de investimento público. A intervenção tem sido de outra natureza, mormente o aumento da despesa de capital do Estado através de operações financeiras, tais como aumentos de capital, empréstimos a fundo perdido ou da assunção de responsabilidades financeiras, realizadas em empresas públicas. Os casos recentes mais mediáticos foram a CGD e a TAP, mas tem havido outras situações envolvendo empresas públicas como a CP ou a Carris. Lamentavelmente, o escrutínio tem sido reduzido e, tal como tenho afirmado amiúde nesta coluna de opinião, desde 2015 que não há um único relatório anual consolidado do sector empresarial do Estado (SEE). Ou melhor, não havia até ao dia de ontem. O Conselho de

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