O fim da independência dos bancos centraispremium

A repressão financeira na Europa não é só de agora. Está em curso desde há alguns anos, confirmando que o BCE está sob o feito de “fiscal dominance” há algum tempo.

Nas últimas décadas, os economistas foram educados na ortodoxia de que os bancos centrais devem ser independentes dos executivos governamentais, ou que pelo menos lhes deve ser conferida uma elevada autonomia para se resguardarem de pressões externas (nomeadamente dos governos). Esta ortodoxia foi o resultado de décadas, anteriores a 1980, durante as quais os bancos centrais e a política monetária acabaram subalternizados pela acção governativa e pela política orçamental, o que em parte contribuiu para o surgimento de fenómenos inflacionistas. Pois bem, décadas depois, a ortodoxia está fora de moda e o pensamento dominante consiste novamente na prevalência da política orçamental sobre a monetária (“fiscal dominance”). A política monetária está geralmente articulada com a política

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