Preservar as democracias liberais: O (re)início da históriapremium

A História não terminou com a queda do Muro de Berlim. A preservação das democracias liberais é um desafio que não termina.

No rescaldo do fim da URSS, Fukuyama anunciou “O Fim da História” e deu-se por adquirida a vitória das democracias liberais. A partir de então, dizia-se, haveria apenas que espalhar a doutrina da única potência dominante - EUA - ao resto do Mundo, em especial no Médio Oriente. Na ausência de outras potências conflitantes, o combate ao terrorismo e ao obscurantismo foi elevado a objetivo número um, descurando-se o poder da China e da Rússia. Por outro lado, com Donald J. Trump, a importância da NATO foi desvalorizada e a doutrina do “Make America Great Again” promoveu o isolacionismo e a excecionalidade americana, descurando a Europa e as parcerias atlânticas. Mesmo recentemente, já com Joe Biden, a intelectualidade estado-unidense vinha defendendo a necessidade de a política externa

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  • Advogado / Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Coordenador da Comissão do Livro Verde sobre as Relações Laborais