The Gossip of Things…

Da economia de-grow ao "Darwin Moment”. Comenta-se também as chamadas concierge tech firms e os médicos on-demand, em Manhattan. Gossips de domingo...

“If you have nothing nice to say, don’t say anything at all”. É um pouco o sentimento deste domingo, da semana pouco ou nada tenho a acrescentar… de bom. Entro por isso no território do gossip, sempre conotado como algo negativo, mas que na realidade é mais falar…por falar.

Dizem-me que penso e falo demasiado de futuro. Na realidade parece-me que enquanto sociedade temos tendência a pensar e a fazer planos para o futuro. Mas o que pensar de bom quando a Cóvid-19 volta a soar no nosso radar e os trend forecasters começam a falar num movimento de-grow porque estamos mais focados em nós, na natureza e mais céticos em relação ao crescimento das grandes empresas. Mais do que crescimento estamos à procura de equilíbrio, num mundo que luta contra um vírus, pela justiça social e por maior consciência ambiental.

Na The Economics of Degrowth, o economista Giorgos Kallis questiona: “If economic growth does not increase wellbeing, and is uneconomical and anti-ecological, what is it that sustains it as a primary national objective?”. É tempo das marcas se envolverem com o de-growt, escreveu o The Future Laboratory. Se a agenda não é de crescimento, se a empresa do futuro deverá ter outros modelos, são gossips que podem lançar verdadeiras conversas. Numa altura em que se fala, por exemplo, que o retalho entrou num “Darwin Moment”, em que os negócios que se conseguem adaptar à nova realidade vão desenvolver-se, enquanto os que não evoluem provavelmente vão ou já estão a desaparecer. O resultado diz-se que será um comércio físico em que as marcas conseguem competir melhor com as nativas digitais que neste momento oferecem serviços personalizados e diferenciadores aos consumidores. Até já se ouve, em segredo, no regresso das lojas premium e de luxo secretas, tal como já foi a Dover Street Market, o chamado retalho exclusivo, sem montras, sem cartão de cliente nem dress code, em que a “cultural currency is knowledge and access, discovered by word-of-mouth”.

No mercado do luxo ouve-se falar cada vez mais das chamadas concierge tech firms — da Toshi à Harper Concierge, serviços personalizados online que crescem em procura 20% ao mês, em Londres e Nova Iorque, uma geração de serviços que se desenvolveu em plena pandemia. Ao mesmo tempo que as lojas emblemáticas e históricos department stores fecham na 5.ª Avenida. Na beleza ouve-se falar dos benefícios da tendência “from farm to face” com a marca sueca de beauty-tech Foreo a trazer uma linha de novas máscaras com novos ingredientes, das sementes de canábis ao chá verde.

A fechar a semana de gossips, ouve-se também que a tendência entre a classe mais rica de Manhattan são médicos on-demand, com quartos de emergência privados e testes à Covid-19 dentro dos próprios condomínios de luxo. Um novo luxo que se junta à vista, aos jacuzzis, aos centros de fitness e às piscinas com vista para a cidade. Sim, voltamos ao início. A uma sociedade que procura equilíbrio, mas que vive num mundo de medo de um vírus e que trouxe ainda mais desigualdades sociais.

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