Transformação Digital: guia essencial de sobrevivência

Há um enorme ruído mediático sobre a transformação digital da sociedade. Mas muitas vezes é sensacionalista e indicia, erradamente, que muitas tecnologias promissoras já estarão maduras e disponíveis.

É natural que nesta altura já esteja convencido(a) da necessidade de empreender a transformação digital da sua organização e que já tenha iniciativas em curso. Mas, a julgar pelo que está a acontecer em muitas empresas portuguesas, pode estar a deparar-se com inúmeros dilemas. E muito do que se ouve e lê sobre este assunto ainda confunde mais. Quanto custa a tão falada inteligência artificial? Se o tal blockchain é tão importante porque não estou a testá-lo?

Há um enorme ruído mediático sobre a transformação digital da sociedade. Mas muitas vezes é sensacionalista e indicia, erradamente, que muitas tecnologias promissoras já estarão maduras e disponíveis. Ora no nosso país ainda estamos na fase de assegurar o pão com manteiga desta revolução. Apesar dos bons exemplos a maioria das organizações portuguesas precisa de orientação para chegar a bom porto. Assim, partilho 6 ensinamentos que advêm de experiência real e são essenciais na definição de um rumo.

  1. Se precisa de um plano de ação, comece pela experiência que oferece aos seus clientes ou utilizadores. Entenda-os a fundo, empatize com eles – os de sempre e os nativos digitais. Como é que interagem consigo, como querem passar a fazê-lo e em que canais? Encontre pontos de frustração na experiência que lhes oferece e resolva-os.
  2. Encontre os Transformadores Digitais da sua organização, que vão liderar no terreno as iniciativas que precisa de implementar. Necessita que entendam as tecnologias chave, mas o mais importante é a capacidade de liderança, inteligência emocional e coragem. Prefira perfis multidisciplinares porque favorecem a polinização cruzada de experiências. Por exemplo cruze IT com design. Traga pessoas experientes em transformação de setores mais tecnológicos.
  3. Meça tudo o que puder. Elimine o “achismo” tão natural nas nossas organizações e estimule as decisões baseadas em dados concretos. Quando não se domina um assunto projeta-se a experiência pessoal, o que é uma fonte de más decisões. O mundo digital deixa registos em todo o lado, pelo que é essencial medir o que se quer melhorar.
  4. Experimente de forma recorrente. Sejam novos produtos ou melhorias nos seus processos, falhar é normal e deve ser encarado como uma aprendizagem valiosa. Espere que um terço a metade das iniciativas falhe. O bom é que vai acertar nas outras. Teste com protótipos simples ou com produtos mínimos não terminados. Assim será barato descobrir o caminho certo.
  5. Entusiasme a organização com vitórias rápidas e depois escale. Comece por lançar múltiplas iniciativas de baixo custo, eliminando as más experiências. Por exemplo, se uma das suas áreas de produto gerou bons resultados num teste de e-commerce, é aí que deve apostar para uma loja mais séria, adaptando a cadeia de valor e sofisticando a logística.
  6. Adquira as competências essenciais, começando pela equipa de gestão. Faça formação nas tecnologias chave, mas aprenda também marketing digital e princípios de design. Se necessário traga ajuda do exterior.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

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António Costa

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