Número de trabalhadores a receber salário mínimo caiu em junho

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 16 Setembro 2016

Governo apresentou o segundo relatório de acompanhamento do salário mínimo, que avalia os impactos do aumento de 505 para 530 euros.

O número de pessoas a receber salário mínimo caiu para 627 mil em junho, depois de ter atingido o pico em abril deste ano, indicam os dados ainda provisórios que o Governo apresentou esta quinta-feira aos parceiros sociais.

“Em valor absoluto, o número mais elevado de trabalhadores com remuneração” igual ao salário mínimo “foi registado em abril de 2016 (631 mil indivíduos), tendo posteriormente decrescido e situando-se, em junho, nas cerca de 627 mil pessoas”, indica o documento. Ainda assim, a proporção de trabalhadores que recebe esta remuneração estabilizou em torno dos 19%.

O relatório também faz referência aos salários imediatamente acima do mínimo, indicando, por exemplo, que cerca de 53% dos trabalhadores que recebiam entre 530 e 550 euros em outubro de 2015 “mantiveram salário nesse intervalo” em abril de 2016. Outros 28% passaram a ganhar 600 euros e 7% excederam esse patamar.

Através dos dados das declarações de remunerações à Segurança Social, utilizados no relatório apresentado, é possível perceber ainda que 37% (ou 188 mil) dos contratos iniciados no primeiro semestre tinham associada uma remuneração base média igual ao salário mínimo de 530 euros. No primeiro semestre de 2015, o peso tinha sido inferior (31%).

O número total de novos vínculos também aumentou nos primeiros seis meses do ano, atingindo agora 508,5 mil. Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, afirmou que o aumento do salário mínimo “parece não ter produzido um efeito danoso” na criação de emprego.

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