Direto Alqueva valeu 340 milhões à agricultura portuguesa e agora o Governo quer expandi-lo

  • Marta Santos Silva
  • 19 Setembro 2016

A barragem do Alqueva já multiplicou por dez a riqueza produzida na área que beneficia. Agora, o Governo quer expandir a zona de rega em 50 mil hectares.

A obra da barragem do Alqueva já acrescentou 340 milhões à agricultura portuguesa, conclui um novo estudo encomendado pelo Governo para conhecer o impacto do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva, escreve esta segunda-feira o jornal Público. O Governo quer agora alargar o projeto para este alcançar mais 50 mil hectares, expandindo a sua zona de rega de 120 mil hectares para 170 mil. Este alargamento custará 220 milhões de euros.

O mesmo estudo demonstra que o crescimento da área de rega poderá fazer com que a produção agrícola aumente 504% relativamente à produção do Alentejo antes do início do funcionamento da barragem (em 2002), e pode criar mais de dez mil postos de trabalho. O Valor Acrescentado Bruto (VAB), que subtrai aos rendimentos totais custos como os da mão-de-obra ou de fertilizantes, também registaria um crescimento de 343 milhões de euros com esta expansão de 50 mil hectares.

O estudo citado pelo Público foi encomendado à consultora Mateus e Associados e dirigido pelo economista Augusto Mateus. A consultora concluiu que a barragem do Alqueva, ao passar a permitir uma agricultura intensiva de regadio, já criou 7517 postos de trabalho desde a sua entrada em funcionamento e multiplicou por dez a receita produzida na área irrigada.

Veja o mapa aqui.

O projeto de alargamento da área regada já teve aprovação do Governo para avançar. O investimento no alargamento será menos de um décimo do inicial, mas aumenta a área de influência da barragem em 40%. Estes fundos deverão vir em parte do Banco Europeu de Investimentos da Comissão Europeia, no âmbito do plano Juncker. Em entrevista ao jornal Público, o ministro da Agricultura Luís Capoulas Santos disse esperar que, passados os dois anos necessários para lançar o concurso e realizar a obra, “lá para 2019” as novas zonas de influência já estejam a ser irrigadas.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa.

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