CEO português da PSA quer duplicar vendas da Peugeot no Irão

  • Marta Santos Silva
  • 29 Setembro 2016

Carlos Tavares falava no Salão do Automóvel em Paris, onde ainda confirmou que a PSA está interessada na malaia Proton, dona da Lotus.

O CEO da PSA Peugeot Citroën, o português Carlos Tavares, anunciou esta quinta-feira que espera vender mais de 150 mil automóveis da Peugeot no Irão no segundo semestre de 2016, e antecipa ainda uma duplicação das vendas nesse país durante o ano de 2017.

O dirigente da empresa, que falava no Salão do Automóvel de Paris, vai deslocar-se na próxima semana ao Irão, onde a Peugeot foi, antes das sanções ao país, a fabricante de automóveis europeia mais popular. Carlos Tavares disse também aos jornalistas que o ministro iraniano da Indústria, Mohammad Reza Nematzadeh, vai visitar o centro de investigação da PSA perto de Paris esta quinta-feira. “É o pontapé de saída para a implementação dos acordos que assinámos”, afirmou Tavares, citado pela agência Reuters.

A Peugeot suspendeu as vendas no Irão em 2012, devido às sanções à importação de automóveis que fizeram parte de um boicote internacional ao Irão. Em janeiro, muitas dessas sanções foram levantadas graças ao acordo entre o Irão e as grandes potências mundiais para a limitação do seu programa nuclear, e a Peugeot tenta desde então recuperar a sua posição de domínio no país.

Durante os anos em que a Peugeot esteve fora, as fabricantes chinesas fizeram grandes conquistas no mercado iraniano, pelo que a Peugeot vai ter de lutar para conseguir recuperar a parcela de 30% do mercado de automóveis iraniano que deteve antes de sair do país.

PSA vai trazer eficiência industrial à Proton

Carlos Tavares falou ainda aos jornalistas sobre a intenção da PSA fazer uma oferta pela Proton, a fabricante de automóveis malaia que é a atual dona da Lotus. Na quarta-feira uma porta-voz do Grupo PSA já tinha confirmado que o grupo estava a participar nas licitações para a compra da empresa malaia, e Carlos Tavares acrescentou hoje que o grupo PSA tratará eficiência industrial e desenvolvimento internacional à Proton se a sua oferta for aceite.

Há mais empresas interessadas em comprar a Proton, que foi privatizada há três anos e tem procura agora vender até 51% das suas ações. Além da PSA, a Renault, a Skoda e a Suzuki estão entre as empresas selecionadas numa lista preliminar ara o negócio.

Editado por Mónica Silvares.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CEO português da PSA quer duplicar vendas da Peugeot no Irão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião