Deutsche Bank é “bastante” melhor que o Lehman

O presidente do BPI sublinha que "os instrumentos que os supervisores têm são muito mais potentes do que os que existiam naquela altura” do Lehman Brothers.

Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, minimizou o impacto que a situação que vive o Deutsche Bank pode ter sobre a banca portuguesa, afastando esta crise do colapso do Lehman Brothers em 2008.

“Há uns meses o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o Deutsche Bank era o banco que tinha potencialmente mais risco sistémico a nível internacional. Se o FMI disse isso, claro que é uma preocupação. Mas, diretamente para o BPI, não é uma preocupação, temos pouca exposição”, afirmou aos jornalistas à margem de um evento em Lisboa.

“Claro que é preocupante que o maior banco da principal potência europeia esteja, pelo menos, sob os holofotes. Eu não conheço a situação em detalhe do Deutsche Bank, pelo que seria incorreto e desagradável estar a fazer comentários específicos sobre o Deutsche Bank mas, obviamente é um grande banco e um dos maiores bancos de investimento do mundo e o maior da Alemanha, pelo que é uma situação importante e deve ser seguida com cuidado”, sublinhou.

Questionado sobre se a crise que vive o Deutsche Bank pode ser comparada à do Lehman Brothers, Ulrich considerou que não.

“Estou certo que não por uma razão: a perceção que eu tenho é que o Deutsche Bank é bastante melhor do que o Lehman Brothers e, portanto, não é uma situação comparável. Mas, além disso, desde o Lehman Brothers até agora, todos aprendemos muito. Os acionistas de bancos aprenderam, os gestores de bancos aprenderam, os auditores aprenderam e os supervisores aprenderam”, destacou.

E acrescentou: “Todos os atores do sistema financeiro aprenderam muito e, se aprenderam muito, isso tem que servir para alguma coisa, nomeadamente, para gerir uma situação que seja grave”.

Segundo o gestor, “em qualquer caso, nunca será comparável ao tempo do Lehman, porque então houve também um efeito de surpresa. Houve a implosão de uma instituição e teve que ser tudo tratado em ambiente de crise e de emergência. Hoje em dia não há nenhuma necessidade disso. Os instrumentos que os supervisores têm são muito mais potentes do que os que existiam naquela altura”.

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