Mota-Engil está demasiado otimista, diz o Haitong

  • Rita Atalaia
  • 13 Outubro 2016

A Mota-Engil quer gerar 4 mil milhões até 2020, mas o Haitong pensa que a meta da empresa é demasiado otimista. Alerta que é necessário haver cautela no setor da construção.

O Haitong pensa que o plano estratégico da Mota-Engil para 2016-2020 é bastante otimista e que as previsões do banco para os alvos financeiros da empresa estão abaixo do que foi apresentado. O banco alerta que é necessário haver cautela no setor da construção quando falamos dos alvos que querem ser alcançados, já que estão dependentes de projetos que podem não dar frutos.

"Pensamos que as estimativas da Mota-Engil são bastante otimistas (…) manteremos por agora a nossa posição, mas consideramos adotar uma posição mais positiva se obtivermos sinais de que a empresa consegue alcançar os alvos para o cash flow e Ebitda

Haitong

O banco recorda que no plano estratégico anterior, o Ambition 2.0, os alvos também foram superiores ao que foi realmente alcançado. A Mota-Engil pretendia registar um EBITDA de 450 milhões de euros para 2015. Só conseguiu 368 milhões.

O Haitong diz que os alvos no setor da construção devem ser tratados com alguma cautela, uma vez que dependem de projetos cujo retorno pode ser adiado ou pode simplesmente não surgir. A Mota-Engil também depende da saúde financeira dos governos, já que a empresa portuguesa aposta sobretudo em projetos públicos.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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