Chineses querem aumento de capital superior a 500 milhões no Novo Banco

Banco de Portugal recebeu proposta da China Minsheng de aquisição da maioria no banco português. Chineses querem aumento de capital superior a 500 milhões.

O China Minsheng apresentou ao Banco de Portugal uma proposta de compra da maioria do capital do Novo Banco através de um aumento de capital, revelou o Público. E o ECO sabe que os chineses estão disponíveis para realizar um reforço de capital superior a 500 milhões de euros. O supervisor, que gere o Novo Banco — liderado por António Ramalho — aguarda ainda novas propostas até ao final do mês.

Já ao final da noite, o DN antecipou declarações do primeiro-ministro António Costa que, em entrevista, confirmou a existência de uma quinta oferta pelo Novo Banco, em moldes diferentes das propostas que já estão em cima da mesa.

A opção de a maioria do capital do banco português ser comprado por chineses é o ‘plano B” para o Banco de Portugal, que admite a dispersão do capital em bolsa. A oferta chinesa, acrescenta o Público, não é vinculativa e surge “no âmbito de uma solução de mercado”: os chineses do Minsheng admitem comprar mais de 50% do capital do Novo Banco com a dispersão das restantes ações em bolsa e aumento de capital.

A proposta dos chineses será agora avaliada pelo Fundo de Resolução, que lidera o negócio, e que já injetou 4900 milhões de euros, dos quais 3900 milhões foram financiados pelo Estado. Além dos chineses do Minsheng estarão na corrida para o concurso público de alienação do Novo Banco o BCP, o BPI, e três fundos de private equity.

As metas iniciais para o fecho do dossiê, cuja equipa de trabalho é liderada por Sérgio Monteiro, têm vindo a ser quebradas sucessivamente. O prazo limite para conclusão do processo é agosto de 2017, altura em que o Fundo de Resolução, o vendedor, terá de sair do Novo Banco.

 

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