Marques Mendes diz que chineses têm “probabilidades sérias” de comprar Novo Banco

Comentador adiantou que o BPI está praticamente fora da corrida ao banco liderado por António Ramalho.

Luís Marques Mendes revelou este domingo à noite que “há uma probabilidade séria de um grupo chinês comprar o Novo Banco“. Sem referir a identidade deste potencial comprador asiático, o comentador político adiantou ainda, no seu espaço de comentário na SIC, que o BPI está “praticamente fora desta corrida” pelo banco que reúne os ativos bons do antigo BES.

“Há uma probabilidade séria de um grupo chinês comprar o Novo Banco. Houve uma reviravolta enorme e o BPI está praticamente fora desta corrida”, explicou Marques Mendes.

No processo de venda direta do Novo Banco estão quatro entidades: Banco BPI, BCP, Apollo/Centerbridge e Loan Star. Mas há uma semana foi noticiada a entrada em cena do grupo chinês Minsheng Financial, numa operação à margem da venda direta, segundo o jornal Público, que adiantou que este seria um plano B caso a venda direta não fosse bem-sucedida.

"Há uma probabilidade séria de um grupo chinês comprar o Novo Banco. Houve uma reviravolta enorme e o BPI está praticamente fora desta corrida.”

Luís Marques Mendes

SIC

Ainda de acordo com Marques Mendes, o falhanço na aquisição da instituição liderada por António Ramalho constitui “um enorme balde de água fria para os responsáveis máximos” do BPI. O banco liderado por Fernando Ulrich manifestou interesse no Novo Banco junto do Banco de Portugal, mas os espanhóis do CaixaBank já manifestaram a sua oposição ao negócio.

O Novo Banco recebeu uma injeção de capital de 4,9 mil milhões de euros do Estado e dos bancos nacionais aquando da sua criação em agosto de 2014 e o prazo para a venda já foi entretanto ultrapassado.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Marques Mendes diz que chineses têm “probabilidades sérias” de comprar Novo Banco

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião