Emprego jovem: sul da Europa na cauda da OCDE

O emprego jovem é problema no sul da Europa. Já a diferença entre o emprego feminino e masculino continua a ser um problema de certos países da zona da OCDE.

Os países do sul da Europa são os que registam os piores números no emprego jovem. A Grécia é a pior (só 12,5%), mas os outros países não se distanciam muito: Itália regista 16,9%, Espanha 18,1%, Bélgica 23% e Portugal 24% seguido de perto pela Eslovénia com 24,3%. O retrato é dado pela OCDE num relatório sobre o emprego no segundo trimestre.

O drama do emprego jovem (15-24 anos) regista-se de forma profunda na Zona Euro. Os dados da OCDE divulgados esta quarta-feira revelam que a região da moeda única é a que regista um pior resultado de emprego jovem: 31,2%. O valor melhora na União Europeia para os 33,8%, mas contrasta com os 40,7% na OCDE.

Os dados do emprego mostram outra realidade: a ainda marcada diferença entre o emprego nas mulheres e nos homens. Aí os números são positivos para a Zona Euro com uma diferença menor do que a registada em vários países do OCDE: 60,1% nas mulheres e 70,6% nos homens.

Os países com a maior diferença são o Chile, Republica Checa, Grécia, Itália, Japão e México. O país com a pior diferença é a Turquia: só 31,2% das mulheres em idade ativa é que trabalham em comparação com 70,3% dos homens.

Os melhores na questão da paridade no emprego são os nórdicos como a Islândia, Suécia, Finlândia e Noruega. Em Portugal, a tendência é positiva: 61,9% para as mulheres e 68,1% para os homens.

No total a taxa de emprego da OCDE fixou-se nos 66,9% no segundo trimestre. A taxa participação da força de trabalho (a proporção de pessoas em idade ativa que ou estão a trabalhar ou estão desempregadas) está estável nos 71,5%, explica a organização.

Editado por Mónica Silvares

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