António Ramalho diz que plano de despedimentos “está definitivamente executado”

  • Rita Atalaia
  • 19 Outubro 2016

António Ramalho diz que os despedimentos no Novo Banco devem chegar aos 1300 funcionários até ao final do ano. O presidente do banco diz que o plano está "definitivamente executado".

O Novo Banco deverá fechar o ano com menos 1.300 trabalhadores. Até ao final de setembro, o banco já tinha superado o objetivo para o total do ano de mil pessoas e dispensado 1.253 funcionários. António Ramalho, o presidente do banco que resultou da falência do Banco Espírito Santo, diz que o plano para 2016 “está definitivamente executado”.

A previsão atual para o número de despedimento “depende da venda de vários ativos internacionais“, como acontece na Ásia, cujos operações ainda estão sujeitas a autorizações, diz o presidente do Novo Banco. “Está definitivamente executado o plano para o ano de 2016, como estava previsto”, diz António Ramalho numa comissão parlamentar, sublinhando otrabalho da instituição a nível da diminuição dos encargos. “Estamos ligeiramente acima na redução dos custos operativos”, nota.

António Ramalho também confirmou que caso a instituição mantenha as ajudas do Estado, ou seja, se não for vendido, terá de reduzir mais 500 trabalhadores no primeiro semestre do próximo ano. O responsável explicou que “os compromissos europeus”, que incluem a saída de 1.500 pessoas, serão facilmente cumpridos através de reformas e saídas voluntárias, que tem uma média de “30 a 40 pessoas por mês”.

No início deste mês, a Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) do Novo Banco recebeu a garantia de que não serão feitas mais reduções de pessoal até final de 2016, para além da dispensa de 1.000 trabalhadores já prevista. Isto porque os objetivos relativos à redução de despesa para este ano estão cumpridos. A CNT reuniu-se com António Ramalho, a quem pediu esclarecimentos sobre uma eventual nova redução de 500 trabalhadores. Este corte dos postos de trabalho seria, segundo uma notícia do Jornal de Negócios, uma exigência imposta por Bruxelas caso o banco não fosse vendido até ao final ano.

“Naturalmente que a nossa principal preocupação foi dar imediatamente resposta à comissão de trabalhadores”, explica António Ramalho na comissão parlamentar.

O banco também tem em curso um plano de restruturação que deverá permitir alcançar os objetivos que a comissão definiu. A equipa de António Ramalho também quer ultrapassar a meta estabelecida por Bruxelas para 2016 (de 150 milhões de euros). Já a redução do número de balcões poderá ser mais difícil de cumprir.

Para além disso, também há o objetivo de vender o Novo Banco até ao final do ano. Caso contrário, o governo já admitiu que a instituição será liquidada se não for vendida até agosto de 2017.

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