PSI-20 recua. E a culpa não é do BCP

  • Rita Atalaia
  • 1 Novembro 2016

A bolsa nacional acabou por cair. No que poderia ter sido o primeiro dia de ganhos para o índice em novembro, a Galp Energia pressionou. Desta vez, a culpa não foi do BCP.

A bolsa nacional fechou a cair. Poderia ter sido a primeira sessão de ganhos para o índice no mês de novembro. Mas não foi o caso. E a culpa não foi do BCP. Depois de seis sessões em queda, o banco conseguiu finalmente subir. Isto depois de ter registado quedas acentuadas após ter avançado com a fusão das ações.

O PSI-20 recuou 0,6% para 4.624,88 pontos, num dia negativo para as principais praças europeias. Mas também marcado pelo fraco volume de negociação, já que foi feriado em vários países.

A bolsa acabou por ser pressionada pelo setor energético, o que mostra uma alteração da tendência inicial. A Galp Energia arrancou em alta mas acabou por ceder 1,3% para 12,19 euros. A oscilação dos preços do petróleo poderá explicar esta movimentação da petrolífera.

No grupo EDP, a casa-mãe também não teve um desempenho muito melhor. A EDP caiu 1,3% para 2,97 euros e a subsidiária EDP Renováveis recuou 0,6% para 6,84 euros. Destaque negativo ainda para os CTT – Correios de Portugal, que caíram quase 2%.

A Jerónimo Martins, que contribuiu para os ganhos iniciais da bolsa nacional, acabou por impedir uma queda mais expressiva do índice ao somar 0,38% para 15,73 euros. E o BCP também. O banco liderado por Nuno Amado pôr termo a uma série de sessões em queda que levaram o valor do banco para menos de mil milhões de euros. Fechou a subir 1,07% para 1,226 euros.

Na próxima sessão, o foco vai estar virado para os dados sobre o índice de gestores de compras para o setor industrial da Zona Euro. Os investidores esperam obter mais pistas sobre a saúde da economia da moeda única.

Para além disso, o mercado petrolífero poderá ser agitado pelas reservas de energia dos EUA, num momento de muita incerteza em torno do acordo da OPEP para cortar a produção. Este relatório deverá influenciar as petrolíferas. Também do outro lado do Atlântico, o banco central dos EUA vai tomar uma decisão sobre a política monetária. Embora o mercado não espere alterações até dezembro.

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